segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Um grande exemplo de casa

Não podemos esquecer em um canto qualquer nossos idosos, que tanto nos deram. Dar atenção, carinho, cuidado e respeito é o mínimo que eles merecem!
Veja o video, de um grande trabalho:

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

TC

Olá Amigos do Educultirsão!!!

Como prometido, terminei meu TC, e o BLOG voltará a ativa!



forte abraço,

e comentem!!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Olá a todos os frequentadores do Educultirsão.

Peço desculpas pela falta de atualização. Estou em fase de conclusão de TC, e não estou podendo me dedicar ao blog.

Mas assim que concluir o trabalho monográfico, o BLOG voltará, com algumas novidades.

aguardem!

Marco

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Aprenda a ganhar tempo e eficiência na leitura

texto retirado do Uol economia do dia 06/08/08 http://economia.uol.com.br/planodecarreira/ultnot/infomoney/2008/08/05/ult4229u1803.jhtm


SÃO PAULO - Para de fato reter as informações por meio da leitura, é necessário, em primeiro lugar, ter uma motivação, uma necessidade. Mas o objetivo do indivíduo não pode ser amplo, senão ele se perde. Com isso, cria-se um estado emocional propício ao aprendizado.

A explicação é de Huaras Duarte, que ministra um curso intitulado "Fotoleitura", na OmnisMind, que traz métodos novos de leitura e aprendizado. Ele conta que, quando as pessoas, de fato, aprendem, elas fazem uma conexão do todo com o detalhe.

O consciente e o inconsciente

O método se propõe a trabalhar o consciente e o inconsciente da pessoa. Por meio de estratégias, o especialista garante que é possível trabalhar esse lado não consciente a favor da retenção das informações.

"Existem situações nas quais nos surpreendemos com sabedorias que não sabíamos que tínhamos. Por exemplo, já deve ter acontecido com você: em uma prova de testes, às vezes, escolhemos logo de cara uma alternativa que achamos que é a certa. Mas, depois começamos a pensar, pensar e, no final, optamos por outra alternativa, mas que não era a correta", explica. "Há informações que estão registradas na nossa mente, mas nem suspeitamos", acrescenta.

E por que é importante trabalhar nossa forma de ler e reter informações? Porque hoje temos pouco tempo a perder, ao mesmo tempo em que existem muitas informações disponíveis no mundo. "Se você entrar na internet, tem acesso a todo um mundo", brinca Duarte.

Método

Se seu objetivo é ler por prazer, leia palavra por palavra, não há pressa! Mas, se você é um vestibulando que tem nas mãos uma lista com 20 livros que irão cair no vestibular, talvez, um método apropriado é fazer um resumo do livro. Como? Não é preciso ler o livro inteiro, apenas apure quem são os personagens, as características principais deles, o foco da obra, o estilo, o que o autor pretende, o clímax e o desfecho. "Isso é possível fazer em duas horas", garante o professor.

Ele conta que, antes de ler um livro, utiliza técnicas de relaxamento, dá uma folheada na obra, para perceber o todo e, depois, lê tudo, para entender os detalhes. É uma forma de entrar em contato com o inconsciente, para facilitar a retenção das informações. Por fim, ele lembra que a postura é muito importante. "Quem consegue ficar concentrado deitado na cama?", questiona.

Existe o ambiente ideal quanto à iluminação, à cadeira ou poltrona e à ventilação. No entanto, é importante também ser flexível e adaptar a leitura ao seu dia-a-dia. Por isso, se você só tem tempo de ler quando está no metrô ou ônibus, invista nisso. O importante é se manter motivado para aprender!



Vejo nas escolas um sério problema, muitos alunos aprendem a falar as palavras escritas, não sabem ler efetivamente. Do primeiro ano do fundamental à terceira série do ensino médio, muitos possuem dificuldade de interpretação e entendimento do texto, isso acontece por parte pela falta de domínio da leitura.

Sou daqueles que acreditam que Língua Portuguesa e matemática deveriam ter um cuidado muito mais especial, são as disciplinas que dão apoio a todas as outras, são os alicerces do aprendizado, dominando esses dois "mundos" as conquistas em outras disciplinas serão muito mais tranquilas.

fOrTe abraço,

Marco Aurelio

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Os saberes de cada um

Os saberes de cada um
Rubem Alves

O galinheiro estava em polvoroso. Cocorocós de galos, cacarejos de galinhas, tofracos de angolinhas, pios de pintinhos – tudo se misturava num barulho infernal. Todos haviam sido convocados a uma assembléia pelo Chanceler, o galo prefeito do galinheiro, para tratar de um assunto de grande importância: o fato de vários ovos chocados pela Cocota terem sido comidos por um ladrão, num breve momento em que ela abandonara o ninho para comer milho e beber água.
As pegadas eram inconfundíveis: o ladrão era uma raposa. Raposas são animais muito perigosos. Comem não somente ovos, como também pintinhos e mesmo galinhas mais crescidas. Com um sonoro cocoricocó, Chanceler pediu silencio, expôs o problema e franqueou a palavra.
Encarapitado no galho de uma goiabeira, um galinho garnizé cantou estridente. Era o Mundico. Ele adorava discursar, “Companheiros”, ele começou, “peço a atenção de vocês para as ponderações que vou fazer acerca da crise conjuntural em que nos encontramos. Charles Darwin dói o primeiro a mostrar que a historia dos bichos é marcada pela luta em que os mais fortes devoram os mais fracos. Os leões comem os veados, os lobos comem os cordeiros, os gaviões comem as pombas, as raposas comem as galinhas. Os mais aptos sobrevivem, os outros morrem”.
“Assim, a crise conjuntural em que nos encontramos nada mais é que uma manifestação da realidade estrutural que rege a história dos bicos. E o que é que faz com que as raposas sejam mais aptas do que nós? As raposas são mais aptas e nos devoram porque elas detêm o monopólio do saber que nós não tempos. Somente nos libertaremos do jugo das raposas quando nos apropriarmos dos saberes que elas têm”.
“Como se transmitem os saberes? Por meio da educação. Sugiro então que empreendamos uma reforma em nossos currículos e programas. Se, até hoje, nossos currículos e programas ensinavam aos nossos filhos saberes galináceos, de hoje em diante eles ensinarão saberes de raposa”.
“Primeiro, teremos de educar os nossos olhos pra eu eles passem a ver como vêem as raposas. Onde é que as raposas tem os seus olhos? Na frente do focinho. E nós? Onde estão os nossos olhos? Do lado. Educaremos os nossos olhos para que eles olhem para frente, como as raposas”.
“Segundo: teremos de reeducar o nosso andar. Raposas andam com quatro patas. Por isso valem o dobro de nós, que só temos duas. Como transformar duas patas em quatro? Nós, galinhas e galos, bípedes, passaremos a andar aos pares, um na frente, outro atrás, o de trás segurando o traseiro do que vai à frente, e assim seremos quadrúpedes.”
“Terceiro: as raposas têm pêlos, enquanto nós temos penas. Teremos que nos livrar de nossas penas para que no seu lugar cresçam pêlos. E os nossos rabos, ridículos uropígios, estimulados pelos pêlos, se alongarão para trás e se transformarão em rabos de raposa.”
“Quarto: as raposas têm focinho e nós temos bicos. Mas o que é um focinho? Focinho é uma coisa sem bico. Ora, bastará que extraiamos os nossos bicos para termos focinhos, como as raposas. Assim, pela educação, nos apropriaremos dos saberes das raposas, espécie que por tantos milênios nos tem dominado. Será, então, o advento da liberdade”.
Mundico se calou. Todos estavam “biqueabertos” com sua eloqüência. E todos concordaram com o seu projeto educacional. Galos e galinhas arrancaram umas às outras as suas penas e, peladas, aguardaram o crescimento dos pêlos. Por meio de exercícios apropriados, movimentavam seus olhos para que eles aprendessem a olhar para frente. Desbicaram-se, lixando seus bicos em pedras ásperas . e andavam, como Mundico dissera, aos pares um na frente do outro agarrados atrás...
Mas parece que o currículo de raposa não deu resultado. A raposa continuou a comer ovos dos ninhos e chegou mesmo a devorar um pintinho distraído. Acharam que ela tivesse também devorado o Sesfredo, um galo velho de pescoço pelado, vermelho, e que cantava com sotaque caipira.
Convocou-se outra assembléia. Toda a população do galinheiro compareceu. Para surpresa de todos, até mesmo o Sesfredo, que tomou lugar num galho de uma árvore muito alta, onde nenhum outro galo ou galinha jamais fora. “a gente pensou que você tinha sido devorado pela raposa”, cantou o Godofredo, forte galo índio. “Que nada”, disse Sesfredo. “É que me internei no SPA do Urubuzão para fazer uma reciclagem de vôo. Urubu é ave como nós. Mas raposa não come urubu. Raposa não come urubu porque urubu sabe voar. Raposas comem galos e galinhas porque desaprendemos o uso de nossas asas...”
Nesse momento uma angolinha que ficara de sentinela deu alarme: “aí vem a raposa, aí vem a raposa, aí vem a raposa...” Foi uma correria, cada um correndo para um lado. Mas ninguém sabia voar. A raposa, valendo-se da confusão, abocanhou uma galinha garnizé, já depenada e desbicada...
Todo mundo entrou em pânico. Menos o Sesfredo. Lá de cima, ele abriu as asas e voou alto, muito alto, até parecia um urubu... Assim é: ave que sabe voar, raposa não consegue pegar.
Alguns há que justificam os currículos de nossas escolas dizendo que é preciso que as classes dominadas se apropriem dos saberes das classes dominantes. Há muitos Mundicos por aí.


Rubem Alves, é Rubem Alves...

fOrTe abraço,

Marco Aurelio

terça-feira, 29 de julho de 2008

bom... muito bom..

Olá amigos do Educultirsão, para pedir desculpas pela falta de atualização do Blog, trago um presente a todos.

show: Queen's Golden Jubilee 2002
A Música: With a little help for my friend
vocal: Joe Cocker
guitarra: Brian May (Queen)
bateria: Phil Collins

Estava garimpando o you tube e encontrei essa maravilha, sou fã do Joe Cocker, mas depois vi o guitarrista, e pra minha surpresa era Brian May do Queen, uma das melhores bandas de todos os tempos, (claro em minha modesta opinião), e por fim reparei no baterista, nada menos que Phil Collins, interprete de grandes sucessos, lembrando dos velhos tempos. A música tem um efeito nostálgico para mim, impossível não lembrar do seriado Anos incríveis, do garoto Kevin Arnold, a canção marcou uma grande viagem que fiz com amigos para um sítio, ao escutá-la, apenas lembranças deliciosamente agradáveis passam em minha cabeça, e a sensação do abraço gostoso de um velho amigo percorre todo o meu corpo.



Estou procurando o DVD ou Blu-ray para comprar, se alguem souber onde, me avisem.
fOrTe abraço,

Marco Aurelio

sexta-feira, 18 de julho de 2008


Coringa? Que Coringa?

Fui terça-feira com a patroa assistir o filme do Bátima. Sim... fomos assistir o Batman: Cavaleiro das Trevas na terça-feira.
Explicando: A Claro patrocinou uma noite de cinema no Shopping Eldorado e convidou alguns assinantes para assistir de graça, com direito a pipoca e refrigerante grátis, a esse excelente filme. Eu era um deles...

Já na entrada ouvia muita gente falando antes do filme começar:
- Dizem que o Coringa rouba a cena no filme.
- Vou torcer pelo Coringa.
- Esse Coringa é melhor que o do Jack Nicholson.

TUDO VERDADE!!!

Mas se engana quem pensa que o Batman não é o protagonista desse filme primoroso. O Morcegão está em plena forma e mais psicopata que nunca (absurdo achar que um milionário que sai, todas as noites, fantasiado de morcego é um herói).

Momentos memoráveis:
A luta entre o Bátima e o Coringa nas ruas de Gotham, que na minha opinião é a melhor cena de ação do filme.
As primeiras aparições do Coringa, especialmente o momento em que ele aparece na reunião da Máfia.
Primeira aparição de Harvey Dent após o acidente.
Cena na China.

Sem causar spoilers é tudo o que posso dizer, portanto, vá ao cinema o quanto antes e assista. VALE O DINHEIRO GASTO. No caso de vocês... claro!!!

Abraços.

PS.: Sim, Ledger era um excelente ator e já tinha provado isso muito antes de fazer o Coringa. Filmes como Coração de Cavaleiro, 10 coisas que eu odeio em você e O Segredo de Brokeback Mountain provam isso. Uma pena o ocorrido. Nunca o Coringa foi tão... real!



Luiz Belonio

quinta-feira, 17 de julho de 2008

quarta-feira, 16 de julho de 2008

I congresso de Tecnologias na educação

É isso mesmo!!!

Mais informações no site: http://cte.comunicar.pro.br/

fOrTe abraço,

Marco Aurelio

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Olá pessoal,




Depois de duas semaninhas de ferias estamos de volta!


fOrTe abraço,
Marco Aurelio

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Receitas do Festival Comida di Buteco de Minas Gerais - TIRA GOSTO

Sou fã de comida mineira, ainda mais comida di buteco...
Mas o que culinária tem a ver com o blog? hum... simplismente tudo.
Você como professor pode educar com a culinária, é conhecido de muitos o termo culinária educativa. A comida é uma caracteristica cultural de um povo ou região. E por fim, quem não se diverte comendo com amigos e familiares?
segue o link das Receitas do Festival Comida di Buteco de Minas Gerais - TIRA GOSTO
http://docs.google.com/Doc?id=dknxgkk_7hr6zmfdg

fOrTe abraço,

Marco Aurelio

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Dançando ao redor do mundo

Continuando nosso giro pelo mundo, o Educultirsão parou na Itália, terra de povo alegre e falante, local das melhores massas do mundo, até certo ponto bem parecida com o Brasil, possui regiões riquissimas e outras muito pobres.
Mas vamos à dança, que é o que interessa. Muitos devem estar pensando que traria a Tarantella, mas achei um vídeo de outra dança o Saltarello, é folclorico, surgiu provavelmente e Napole no sec XIII, é uma dança rápida para acompanhar a música, mas chega de papo, vejam o video.


fOrTe abraço

quarta-feira, 25 de junho de 2008

criança feliz é aquela que verdadeiramente pode ser criança

Uma bela campanha da Fundação Telefonica tem feito vídeos de apoio à educação.


Oi, para quem não me conhece ainda vou me apresentar, meu nome é João Petrovsky da Vida, papai de origem russa, abandonou mamãe, para ficar com um chileno que o nome nem quis saber, e assim assino João P. da Vida.
Moro em São Paulo, mas acredito que o que vou falar não é exclusividade da cidade do engarrafamento, errr, quis dizer cidade da garoa.
Parar em semáforos é quase uma especialidade para todo bom paulistano, e nessas paradas vemos de tudo, cadeirantes, cegos, pedintes, gente vendendo frutas, chocolates, acessórios para carro, e crianças. Crianças? sim crianças, o que elas estão fazendo ali? Trabalho escolar que não é. Estão "trabalhando", mas esperem, trabalho infantil não é crime? E como é que estas crianças passam até dias inteiros trabalhando para suas mamães que ficam sentadas na calçada esperando a cria lhes trazer os frutos do trabalho. Sei que da dó de ver a criança ali do lado do carro com a mão esticada, de baixo de chuva, mas a cada esmola que recebe, mais fica presa neste trabalho.
Em uma pescaria que fiz para o Mato Grosso, fiquei chocado com o que vi em uma estradinha de terra. Era madrugada ainda, parei o carro para aliviar a bexiga e sai correndo quando vi algumas coisas se movendo no mato logo após a cerca. Quando o dia foi clareando percebi que o que se movia no mato eram crianças, algumas capinavam, outras puxavam uma espécie de arado. Ora, pra que a criança precisa dormir e brincar? Tem que trabalhar na roça desde as 3 da madrugada, não é verdade?
Sem falar das crianças em carvoarias, quebrando pedra, cortando cana, trabalhando com tabaco, e muito mais. O governo deveria fazer uma campanha: Coloque seu filho na escola e ganhe dois detentos para fazer o trabalho delas.
E apesar de ser apenas mais um João P. da Vida entre muitos outros, berro aqui a minha indignação, ninguém tem o direito de privar a criança de sua melhor fase da vida, e quando falo isso não é só para os pais que colocam seus filhos para trabalhar, grito para nossos governantes que pouco fazem para garantir a essas crianças condições para que elas sejam verdadeiramente crianças.

João P. da Vida

terça-feira, 24 de junho de 2008

Obras de arte no cotidiano e a primeira postagem nesse blog

Já tem algum tempo que o Marco me chamou pra postar nesse blog e, depois de muito correr, resolvi aceitar e participar ativamente do Educultirsão (só eu não gosto do nome?) e, sendo assim, cá estou!
Vou escrever hoje sobre uma obra de arte que está no cotidiano dos paulistanos, ou para uma parte deles, que não deixa passar em branco essas obras que já fazem parte de seu dia-a-dia.Eu, particularmente, sempre olho pra ela quando passo por lá e tenho muitas recordações boas que ligo àquela imagem. Tal obra se encontra na Estação Sé do Metrô e fica na entrada da plataforma Leste, o nome da obra é “Fiesta” e foi pintada em tinta acrílica por Waldemar Zaidler em um painel de 3,2m X 10,0m. Fiesta é de 1986 e mostra duas mulheres, uma delas com uma lanterna (que é representada por um trompete) na mão, apontando para uma cadeira que não está lá, ou está. Não sei ao certo qual a intenção do autor quando fez a obra, mas ela realmente é muito bonita de se ver.
Waldemar Zaidler é um dos precursores do graffiti em São Paulo, começou a grafitar em 1979 e se formou na FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo), na USP. Fez graffits na rua até o ano de 1985, juntamente com Alex Vallauri e Carlos Matuck. Hoje tem uma empresa de Design Gráfico, a Planeta Terra Design.
Nesse momento você deve se perguntar: Mas que diabos eu tenho a ver com isso? Com essa obra talvez você não tenha nada em comum mesmo, mas por quantas obras de arte passamos todos os dias e nem sequer uma vez paramos diante delas? São Paulo é uma das capitais mundiais mais ricas em obras de arte na rua e em nenhum momento nos damos conta que elas estão por toda parte.
Mas por que eu escolhi essa obra? Como já disse, tenho boas lembranças de momentos que passei por ali, algumas fases distintas da minha vida. As primeiras vezes em que fui para o Centro da cidade sozinho, eu fui de metrô. Quando comecei o cursinho para entrar numa escola técnica (vou falar do CECA em um outro momento), nos dois anos em que estudei na Federal (onde fiz os melhores amigos que tenho), as idas e voltas das baladas, as mãos dadas com as meninas que passaram na minha vida... cotidiano. Eu cresci e continuo passando, com menos freqüência hoje, e sempre me lembro desses momentos... e você, se identifica com alguma obra de arte da cidade de São Paulo? Comente!!!


Luiz Belonio

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Pro dia nascer feliz

Bom dia, boa tarde ou boa noite,

Deixo o trailer de um filme muito bom, um documentário de João Jardin. Segue sinopse:

Definido pelo próprio diretor como “um diário de observação da vida do adolescente no Brasil em seis escolas”, Pro dia nascer feliz flagra o dia-a-dia e adentra a subjetividade de alunos e alunas e alguns professores nas seguintes cidades: Manari, Pernambuco, uma das cidades mais pobres do Brasil, a violenta Duque de Caxias no Rio de Janeiro e no Estado de São Paulo, temos o rico bairro de alto de Pinheiros na capital e a precária Itaquaquecetuba a 50Km do centro da cidade.
As entrevistas são intercaladas com seqüências de observação do ambiente das escolas – meio, por sinal, bem pouco freqüentado pelo documentário brasileiro. Sem exercer interferência direta, a câmera flagra salas de aula, esquadrinha corredores, pátios e banheiros, testemunha uma reunião de conselho de classe (onde os professores decidem o destino particular dos alunos “DIFÍCEIS”) e momentos de relativa intimidade pessoal.
fonte: http://www.copacabanafilmes.com.br/prodianascerfeliz/equipe.htm - site oficial


fOrTe abraço,

Marco Aurelio

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Consumir para viver ou viver para consumir?

Já havia pensado sobre isso, mas nunca de forma tão complexa como no vídeo.

É um pouco longo mas vale muito a pena ver até o final.



fOrTe abraço,

Marco Aurelio

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Processador de 8 núcleos? Que nada! Human brain rules!!

A primeira parte do texto muitos já devem ter visto, mas a segunda acredito que seja novidade pra muitos assim como pra mim. Boa leitura.

O nosso cérebro é incrível!

De aorcdo com uma peqsiusa

de uma uinrvesriddae ignlsea,

não ipomtra em qaul odrem as

Lteras de uma plravaa etãso,

a úncia csioa iprotmatne é que

a piremria e útmlia Lteras etejasm

no lgaur crteo. O rseto pdoe ser

uma bçguana ttaol, que vcoê

anida pdoe ler sem pobrlmea.

Itso é poqrue nós não lmeos

cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa

cmoo um tdoo.


Sohw de bloa.



Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.



35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4

M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R

CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O!

NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45

N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O

CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M

PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R

B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3!

P4R4BÉN5!

fOrTe abraço,

Marco Aurelio

quarta-feira, 18 de junho de 2008

E hoje?

Para muitos ouvir falar de Djavan, Milton Nascimento, Caetano, Toquinho, Tom Jobim e muitos outros soa como um saudosismo gostoso, e com certeza tem um ou mais cds deles em casa.
Mas e hoje? A referência musical dos jovens está mudando, ainda surgem ótimos artistas, Ana Carolina, Maria Rita e outros, mas o que os jovens escutam mesmo são bandinhas de músicas com melodia pobre, e letra mais fraca ainda. A música é para entreter sim, mas por que não se dá mais tanto valor às ditas músicas cabeça? Os tempos são outros, o que um dia foi visto como cult, hoje é visto como careta, o que um dia foi forma de expressão, hoje é forma de ganhar dinheiro. tenho vinte e seis anos, cresci ouvindo, paralamas do sucesso, Milton Nascimento, Djavan, Legião Urbana, Toquinho e tantos outros, sou um saudosista careta? Talvez sim, mas que não troco a Aquarela de Toquinho, pelo créu do MC créu, isso eu não troco.



fOrTe abraço,

Marco Aurelio

terça-feira, 17 de junho de 2008

Daniel Kogevnikovs, nos presenteia com está se não belíssima, criativíssima obra.
Praticamente um teste de cultura pintado.
Quantas pessoas você consegue identificar? e deixe o número no comentários.
Clic na imagem para ampliála.




forte abraço,

Marco Aurelio

segunda-feira, 16 de junho de 2008

We are here: The pale blue dot

Nós estamos aqui: O pálido ponto azul
de Carl Sagan
Mais um bom vídeo reflexivo.




Forte abraço,

Marco Aurelio

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Imaginação

Talento + imaginação =


forte abraço,

Marco Aurelio

terça-feira, 10 de junho de 2008

O óleo de Lorenzo

Estava para postar desde o mês passado, mas só deu para fazer agora.

Morre Lorenzo Odone, que inspirou o filme "O Óleo de Lorenzo"

Para quem não assistiu ao filme, deixo o trailer do filme. E recolmendo muitíssimo o filme.



Para os que já assistiram, deixem suas impressões,
forte abraço,

Marco Aurelio

segunda-feira, 9 de junho de 2008

vírgula

Muitos devem ter recebido por e-mail, mas vale dar mais uma olhadela.

Vejam que legal a campanha dos 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

A vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.


Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.


Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.


Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.


E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.


Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.


A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.


Uma vírgula muda tudo.

abraço forte!

sexta-feira, 6 de junho de 2008



Seriously

Go Speedy Racer, Go!
E aí, no fim de semana passado, fui conferir a dica dada pela coluna. Speedy Racer, a adaptação do clássico anime para a telona pelas mãos do irmãos Watchowski – independente de quem seja o diretor (quem mesmo?).

Constatação um: é um fime “família”, isto é, é um filme para ciranças. O visual psicodélico dominantepoderia ser inovador, se não cansasse. O ritmo lembra uma propaganda, algo como Pushing Daisy (o seriado) meets Coke (o refrigerante). Só que mais colorido.

A história você já viu antes. Speed é o novato que reluta a adentrar o sistema, preferindo ficar na sua equipe familiar em vez de entrar para um os grandes times. Seria Speed contra todos, o idealista contra o cartel de corridas forjadas, não fosse o Corredor X, que assim como no desenho animado, é o personagem que mais chama atenção. A não ser que você seja um garoto de 7 anos e prefira a dupla Gorducho (Ah, essas traduções...), irmão caçula do personagem principal, e Zequinha (Ah, essas traduções... x2), o chimpanzé de estimação.
Ou ainda, prefira a versão quase pin up de Christina Ricci. Hum.

Duas horas de diversão garantida. E ainda sobra tempo para uma sonequinha no escurinho e ar-condicionado do cinema.

I Heart Sitcoms
Nas próximas colunas comentarei alguns de meus seriados favoritos. Uns 10, só para ficar um Top 10.
O décimo é o Greek, que já falei aqui. Então tecnicamente seão nove. Whatever...

O critério foi simplesmente: qual enlatado norte-americano eu estou acompanhando com alguma regularidade nos últimos tempos e acho bem legal?

Isso exclui o hour concours Seinfeld, porque não estou vendo as reprises ou os DVDs. Mas eu poderia colocar Frasier ou Friends, se visse as reprises na TV a cabo.

Sugestões e críticas são bem-vindas.

Brazilian Music Festivals
Se os boatos (leia, o blog do Lúcio Ribeiro) estiverem com pelo menos 50% de verdade, o segundo semestre será cheio de ótimos shows no Brasil. Digo, São Paulo, Rio, e mais Curitiba, BH e Porto Alegre, talvez.
Kaiser Chiefs, Gossip, Klaxons, Amy Winehouse (duvido!).

E o novo álbum do Weezer, hein?
A escutar.

quarta-feira, 28 de maio de 2008



O eterno movimento de agradar, mas com meias não dá!

Na semana passada, sai para comprar um presente para um familiar que estava fazendo aniversário. Devo confessar que sou péssimo para tal atividade e parece que cada ano que passa, venho piorando em minha forma de presentear. Não cheguei a ponto de dar meias de presentes, apesar de que não é má idéia, afinal todo mundo usa meias, mas ninguém gosta de ganha-las como presente ou pelo menos não comentam para não desagradar ao outro que está presenteando. Afinal ninguém quer ser reconhecido como a pessoa que não sabe dar presente ou com aquela pessoa difícil de presentear. Enfim, este movimento é um tema bastante complexo em nossa existência, já que o mesmo está relacionado a uma questão de sobrevivência psíquica e social, necessitamos desse recurso em nossas interações com o meio e mesmo que relutemos contra esse movimento, esse evento ocorre sem termos consciência desse fato. O medo de desagradar o outro está relacionado diretamente ao sentimento de desamparo (necessidade do outro), uma característica humana que surgi logo após o nascimento. É esse sentimento que faz com que a mãe crie um vinculo com o seu bebê e o bebê com sua mãe, na qual esse processo será primordial no seu desenvolvimento, físico, social e psíquico. Segundo Winnicott, A função materna frente à criança vai alem do acolhimento de suas necessidades orgânicas, já que essas funções estão interligadas com outras necessidades do bebê. A mãe será responsável pela apresentação do objeto (meio social) para criança, facilitando assim o seu processo de individuação e desenvolvimento frente ao meio. Mas é claro que esse movimento não é tão simples assim, as falhas fazem parte desse processo, por isso o conceito do autor de mãe suficientemente boa, essas falhas irão estruturar alguns aspectos da personalidade do individuo. Quando tento agradar o outro e renego as minhas próprias necessidades em uma determinada situação, estou apresentando uma característica de personalidade denominada Falso Self. Resumindo, o falso self é uma estrutura de personalidade designada a atuar em um determinado momento da vida do individuo, com intuito de atingir um objetivo, renegando o seu próprio eu. Mas por que fazemos isso? Porque não conseguimos elaborar o sentimento da perda e para evitar tão situação, utilizo desse recurso para não vivenciar tal sofrimento, mesmo que para isso eu renegue o meu próprio eu. As conseqüências são inúmeras, mas gostaria de utilizar um trecho de uma musica da Legião Urbana, onde Renato Russo quase sem querer explica tao evento:
“Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém”
- Legião Urbana,
Quase sem querer.


Excelente semana a todos e se alguém tiver algumas dicas de como presentear estarei aceitando sugestões.
Ricardo Marcon

terça-feira, 27 de maio de 2008

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NO APRENDIZADO DA CRIANÇA

Em um mundo moderno, percebemos que cada vez menos há espaço para as tradicionais brincadeiras infantis no cotidiano das nossas crianças.
A invasão de computadores, jogos eletrônicos, mp3 player, mini-games, dentre outros, ganhou a atenção dos pequenos, oferecendo-lhe um mundo virtual e cheio de fantasia, mas até que ponto isso pode ser sadio?
Sabemos que vivemos numa realidade tecnológica e que esses aparelhos são de extrema importância para o crescimento das crianças, porém alienar-se tão cedo a eles pode causar algumas falhas no seu processo de desenvolvimento.
Tenho trabalhado, tanto com educadores como em sala de aula, projetos culturais onde têm como principal objetivo resgatar essa parte da infância que vem sendo perdida na linha do tempo. O brincar auxilia no desenvolvimento da criança nos aspectos cognitivo, corporal e criativo, assim como enfocariam Vygotsky e Piaget, em suas teorias.
Utilizar o jogo e a brincadeira no cotidiano escolar, ou em casa, é uma ferramenta para que a criança se desenvolva de uma forma sadia. Os equipamentos eletrônicos são úteis sim, porém com uma dosagem menor e bem melhor direcionada.

Aliás, você já brincou hoje com seu filho ou seu aluno?
Abraços.
Prof. Alessandro de Souza.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Fantástico, não vou comentar nada pra não estragar. Depois comento sobre os comentários.



grande abraço,

Marco Aurelio

sexta-feira, 16 de maio de 2008


Seriously

Ah, a terceira coluna!
Provavelmente estou em débito com o Marco.
Tentarei melhorar. Seriousl...

Medalha de Prata

Estreiou no último feriado a mais nova adaptação (don’t you just love them..?) dos quadrinhos da Marvel. Depois dos carros-chefes X-Men e Homem-Aranha, seguido pelos quase-segundo-escalão Quarteto Fantástico (e Surfista Prateado) e Hulk, chegou a vez do Homem de Ferro.

Pela primeira vez em uma adaptação cinematográfica de um herói da “Casa das Idéias”, o financiamento foi todo da editora. E assim, com tanta expectativa, o filme traz o multi-bilionário Anthony “Tony” Stark, que, com liberdade poética da transposição dos quadrinhos para a telona, para lidar com sua condição física, constrói uma armadura que é uma máquina de guerra.

Don’get me wrong... a mudança da origem do herói ficou bem razoável, comparável ao novo caminho que Batman tomou com a direção de Cris Nolan. Em tempos de Guerra contra o Terror, nada mais justo que o solo afegão seja o cenário da criação do personagem-título.
E lá, em dentro de uma caverna digna de Osama bin Laden, com apenas algumas chapas de metal, um palito de dente e goma de mascar, o genial engenheiro Tony Stark faz a primeira versão de sua armadura, deixando McGyver com inveja, onde quer que ele esteja. Sem o charme e cores vibrantes da versão definitiva, mas com lança-chamas.

Um grande herói só se faz com um grande vilão. Neste caso, mais um problema para o “invencível”* Homem de Ferro. O vilão é fraco. E esse é o principal problema dos heróis menos conhecidos pela maioria. Tivessem todos os heróis um Coringa, Magneto ou simplesmente um grande olho em cima de uma montanha...

Efeitos especiais de primeira linha, é claro. O mínimo que se pode esperar de uma produção desse porte.
Elenco tão bom quanto. Por vezes, não é o que acontece com produções desse porte.
Gwineth Paltrow faz a mocinha de forma competente (esperamos que ela não pare de fazer filmes, como apareceu no UOL outro dia), e Robert Downey Jr. ressurge como o protagonista bon vivant de pensamento rápido e humor ácido. E que “ficou” com as doze capas da Maxim (Maio na verdade não, mas em Dezembro foram gêmeas).

Só não leva a medalha de ouro por pequenos detalhes.
*: o Homem-Aranha é o “amigo-da-vizinhança” e é Espetacular, assim como os X-Men são Fabulosos. Tenho quase certeza que esses “títulos” foram citados. O Homem de Ferro é Invencível. Nerd stuff.
Deixemos isso para as continuações.

Mas o motivo real é que Tony Stark era alcólatra. No filme ele é tratado simplesmente como um bon vivant. E isso faz diferença.
[Fã reclamão apontando falhas no filme MODE OFF]
E olha que eu não conheço muito do Invencível Homem de Ferro...

Go!
Estréia neste fim de semana, a adaptação (Don’t you just...) de Speed Racer.
Musiquinha viciante na cabeça e irmãos Wachowski na produção são motivos mais do que suficientes para uma sessão de cinema.

Seriously
Só porque é a terceira coluna e ninguém perguntou.
Chama assim por causa do momentâneo vício em Grey’s Anatomy.
Sony já na quarta e ainda preciso ver a terceira temporada...
TheForce

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Preciso dizer alguma coisa?

Acho que não preciso dizer nada.

grande abraço,

Marco Aurelio

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Musashi


Sinopse retirada do site do submarino.
Este romance épico baseado diretamente na história japonesa narra um período da vida do mais famoso samurai do Japão, que viveu presumivelmente entre 1584 e 1645. O início é antológico, com Musashi recuperando os sentidos em meio a pilhas de cadáveres do lado dos vencidos na famosa batalha de Sekigahara. Perambula a seguir em meio a um Japão em crise onde samurais condenados ao desemprego e à miséria por senhores feudais derrotados semeiam a vilania ditando a lei do mais forte. Musashi será mais um dentre estes inúmeros pequenos tiranos, derrotando impiedosamente quem encontra pela frente até que um monge armado apenas de sua malícia e alguns preceitos filosóficos zen-budistas consegue capturá-lo e -lo rudemente à prova. Musashi consegue fugir graças a uma jovem admiradora, para ser novamente capturado, e agora fica três anos confinado numa masmorra onde uma longa penitência toda feita de leituras e reflexões o fará ver um novo sentido para a vida assim como novos usos para sua força e habilidade descomunais. Os caminhos rumo à plenitude do ser jamais são fáceis, e em seus anos de peregrinação em busca da perfeição tanto espiritual quanto guerreira enfrentará os mais diversos adversários, tendo inclusive que sair-se várias vezes de situações desesperadoras. É numa dessas situações que, totalmente acuado, usará pela primeira vez, em meio ao calor da luta e quase inconscientemente de início, a surpreendente técnica das duas espadas, o estilo Niten ichi, que o tornaria famoso pelo resto dos tempos.Eiji Yoshikawa dividiu sua obra em sete livros: A Terra, A Água, O Fogo, O Vento, O Céu, As Duas Forças e A Harmonia Final. Destes, os cinco primeiros são uma referência ao gorin, os cinco elementos básicos de que se compõe, segundo o Budismo, toda e qualquer matéria, ou ainda os ciclos por que passa o espírito humano para alcançar a perfeição, começando pela terra impura até atingir o estágio mais alto, o céu, ou segundo a concepção budista, a paz do nada, o nirvana.Yoshikawa compõe portanto ao longo dessa longa obra uma magistral metáfora dos duros estágios por que tem de passar um guerreiro para alcançar a perfeição técnica que lhe permite lutar com uma espada em cada mão. De garoto selvagem e sanguinário, Musashi transforma-se aos poucos em guerreiro equilibrado, um espírito evoluído capaz de entender e amar tanto a esgrima quanto as artes, tornando-se assim o maior e mais sábio dos samurais.
Após terminar de ler estes livros, pensei, "vai ser difícil encontrar outro romance como esse", já se passaram cerca de 10 anos e realmente ainda não li nada que me desse o mesmo prazer de ler a trajetória deste samurai. Recomendo a leitura, é um livro gostoso de ler, daqueles que você quer saber o que esta na linha de baixo, no próximo parágrafo, na próxima página, no próximo capítulo, no fim do livro. Todas as pessoas que conheço que leram o romance não se desapontaram com a minha indicação, uns disseram que não era tudo isso que falei, outros, disseram que é mais do que falo, mas ninguém disse: não gostei.
um grande abraço,
Marco Aurelio

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Dançando ao redor do mundo

Continuando a bailar, paramos agora no Japón, terra de meus avós.
Trouxe uma festa japonesa, chamada Bon odori, o video apesar da má qualidade, explica muito bem a festa e mostra uma dança tradicional.
Essa festa acontece anualmente, e qualquer um pode participar, não é preciso ter os olhinhos puxados, segue o video:



grande abraço,
até a próxima...
daria todo meu conhecimento por um décimo do que desconheço.

Marco Aurelio

quarta-feira, 7 de maio de 2008



O Valor do Amargo.

Em uma palestra sobre os cuidados no preparo do café, um barista comentava as diversas variedades de qualidade e sabores que um simples cafezinho possa apresentar. É claro que eu não sou um especialista no tema, mas sou um grande apreciador dessa bebida. Por isso acredito que o amargo presente no café, talvez seja o grande responsável pelo seu sabor extremamente marcante e inconfundível. No decorrer do desenvolvimento humano, as experiências consideradas mais “amargas” são as que realmente marcam um individuo não que com as experiências prazerosas isso não ocorra, mas não com tanta intensidade que as experiências de desprazer. Em momentos prazerosos, onde a felicidade predomina em uma experiência, nosso contato com a realidade é muito precário, não observamos a realidade com tanta eficiência quanto em uma experiência de desprazer. É só tentar observar o tempo em uma situação prazerosa, parece que as horas passam muito mais rápido do que em uma situação de desprazer. É como que a felicidade fosse uma espécie de sublimação da realidade, uma fuga da mesma, uma maneira de enganar a nossa percepção frente a um acontecimento. Em experiências cujo sofrimento é mais acentuado, o nosso contato com a realidade está mais intenso, fazendo com que nossa percepção transpareça uma situação de forma mais honesta, sem a distorção da realidade que a felicidade possa nos iludir de uma situação. Enfatizamos uma experiência de desprazer com maior intensidade do que uma experiência prazerosa, exemplo disso é o sentimento de perda, onde aprendemos a conviver com tal evento, mas nunca o superamos, sempre que ocorrer uma experiência que conduza a lembrança dessa perda, os sentimentos inerentes a esse processo retornam. Por isso utilizamos a felicidade para não entrar em contato com essas experiências “amargas”, como um mecanismo de defesa da realidade. Mas são esses eventos que nos fazem olhar a nossa vida de outra maneira, valorizado aspectos que não percebíamos anteriormente ou ignorávamos por algum motivo. O amargo determina um principio fundamental no desenvolvimento de um individuo. É através das experiências amargas que o processo de aprendizagem ocorre com maior eficiência, auxiliando o mesmo em suas interações futuras com o meio e consigo próprio. Assim como o café, o amargo de nossas experiências talvez seja o grande significado de nossa existência.

Ricardo Marcon

terça-feira, 6 de maio de 2008



Resolução de problemas: o motor propulsor do saber escolar da matemática

Duas variáveis podem ser destacadas após analisar o discurso científico e educacional: o tempo didático e o tempo de aprendizagem.
O tempo didático é classificado como o tempo marcado nos programas escolares e nos livros didáticos, com o objetivo de cumprir uma exigência legal. Este tempo prevê um caráter cumulativo e irreversível para formalizar o saber escolar, implicando que é sempre possível enquadrar a aprendizagem deste saber escolar em um determinado espaço de tempo. Existe uma crença de que é possível comparar a aprendizagem à linearidade da apresentação do saber matemático, como se ela fosse sempre seqüencial, lógica, puramente racional e organizada através de uma lista de conteúdos.
O tempo de aprendizagem é classificado como o tempo necessário para o aluno superar os bloqueios e atingir uma nova posição de equilíbrio, sendo que está mais vinculado com as rupturas e conflitos do conhecimento, exigindo uma permanente reorganização de informações, caracterizando a complexidade do ato de aprender. Este tempo, ao contrário do tempo didático, não é seqüencial e linear, uma vez que é sempre necessário retomar concepções precedentes para transformá-las, sem esquecer que cada sujeito (aluno) possui o seu próprio ritmo para conseguir fazer isto.
Esses dois tempos podem ser bem compreendidos através de uma especificidade do ensino da matemática, a resolução de problemas, a qual caracterizo como o motor propulsor do saber escolar da matemática. O problema sempre envolve uma relação entre o que já se encontra assimilado e o novo conhecimento. A partir daí, para ocorrer à aprendizagem, é preciso que ocorra a superação das contradições existentes na dialética entre o novo e o antigo. Porém, essa superação não é mensurável em termos quantitativos e definitivos, fazendo com que um determinado conteúdo permaneça como um bloqueio para o aluno, mesmo após muito tempo em que lhe foi apresentado. Este é o caso em que o aluno carrega, por vários anos, dificuldades referentes à aprendizagem de conteúdos estudados nas primeiras séries de escolaridade, gerando os conhecidos “traumas” pela resolução de problemas, devido à experiência escolar particular por ele vivenciada.


Para finalizar deixo um texto, que retirei do site http://paginas.terra.com.br/educacao/calculu/Artigos/Curiosidadesmat/proferrado.htm

Quando...
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao Colégio, é um "Caxias".
Precisa faltar, é "turista".
Conversa com os outros professores,
está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno,
não tem vocabulário.
Exige, é rude. Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".
É, o professor está sempre errado, mas se
você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

Sergio Alencar
Que hoje o dia seja mais belo que ontem e pior que amanhã.
Contato: sergiomatematica@yahoo.com.br

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Ser e ter



Para aqueles que já assistiram, deixem um comentário desse ótimo filme, para os que não assistiram, estão esperando o que? Aluguem, comprem e assistam, e então venham postar.

até mais,

Marco Aurelio

terça-feira, 29 de abril de 2008



POLÍTICA OU POLITICAGEM?

A partir do momento que o homem deixou de ser o “bom selvagem”, concebido por Rousseau, novas regras foram impostas aos grupos sociais, para que estes pudessem caminhar harmoniosamente.
A manutenção da ordem, vinculada a uma liderança, fez-se necessária e liderar um grupo, passou a ser uma atividade privilegiada e vantajosa, na medida em que, o poder hereditário poderia permanecer concentrado nas mãos das mesmas famílias durante anos a fio, garantindo assim a realização de interesses próprios e esquecendo-se, assim, das prioridades do próprio povo.
Com o avançar do tempo e com o amadurecimento dos complexos sociais, modificou-se por completo a visão dos homens sobre a política que, aos poucos, é reconhecida como Ciência.
Sócrates, o filósofo grego, antes de Cristo, já buscava a reestruturação moral de seus concidadãos contaminados pela demagogia do poder político do seu tempo.
Deslocando-se dos problemas cosmológicos, para os problemas humanos, defendeu a ética, o saber e a virtude, cortando assim, as amarras da ignorância e das falsas crenças impostas pelo poder da Antigüidade.
Séculos mais tarde, o polêmico filósofo político, Nicolau Maquiavel, promove uma reviravolta na perspectiva da filosofia política grega, em seu clássico “O Príncipe”. Enquanto os gregos tinham a preocupação de elaborar o melhor regime político possível, Maquiavel em sua tese, partiu, não das condições nas quais se vive, mas das condições nas quais se deve viver. Sendo assim, desmascarou as pretensões da religião e da teologia em matéria política e as substituiu pelo conhecimento verdadeiro das relações que a regem com a moral. Maquiavel procurou promover uma “nova ordem”, ou seja, uma “ordem política moral” livre e laica, porém subordinada à razão de Estado, governado por mãos hábeis, transformando assim, o homem mau em homem bom...
E assim, uma sucessão de pensadores ao longo da História teceram em suas obras discursos que, mais do que teorizar a Ciência em pauta, valorizaram a sua prática no dia-a-dia das sociedades, geralmente, corrompidas.
Ao contrário do que se vê hoje, o distanciamento entre teoria e prática, deixa-nos indignados e impotentes. Diante de nós, ergue-se um cenário que podemos chamar de Nova Babilônia.
Entre cartões corporativos, fraudes, desvios de verbas destinadas à pesquisa, inoperância dos sistemas de saúde e educação, ineficiência das políticas públicas sociais e a cultura da impunidade brasileira, construímos nossa História.
O paternalismo governamental é a maquiagem que disfarça as rugas de um sistema arcaico e vazio, além da falta de vontade política para a resolução de muitos problemas. Na verdade, é o “pão e circo para o povo”, que desvia nossa atenção e facilita a manipulação do poder sobre nós. O caso Isabella, que atualmente vem sendo veiculado, por todos os meios de comunicação, todos os lances dos campeonatos disputados no Brasil, são exemplos de estratégias para “passar um pano” nas artimanhas do governo.
Infelizmente, trazemos ainda dentro de nós os resquícios do ser e viver como colônia e, assim, andamos de cabeça baixa, sem saber quais são os nossos direitos e, pior, sem saber como questioná-los ou lutar por eles.
Ah! Sócrates! Ah! Maquiavel! Onde estão vocês?
Sandra Almeida

quarta-feira, 23 de abril de 2008



ORIENTAÇÃO AO ESTUDO

O estudo é uma atividade muito pessoal, que exige muita disciplina, organização e persistência por parte do estudante para a realização dessa atividade. Desenvolver uma técnica para o estudo é um trabalho árduo que requer um tempo considerável para criar-se um hábito para a sua prática. Depois que isso tenha ocorrido, o estudante poderá observar como esse procedimento irá auxiliá-lo na leitura e interpretação de um texto, na realização de atividades avaliativas, relatórios, em seu raciocínio, trabalhos escolares e em toda a sua pratica escolar.

DICAS DE ESTUDO

• Determine horários para as suas atividades em seu dia-a-dia. Lazer é muito importante, mas tudo tem a sua hora.

• Escolha um ambiente tranqüilo, bem iluminado e sem barulho para realizar os seus estudos, qualquer estimulo poderá atrapalhar.

• Realize todas as atividades propostas pelos professores se possível no mesmo dia de sua explicação. Isso irá facilitar em sua realização. Deixar para depois pode tornar uma atividade simples em algo muito complicado.

• Tirem todas as suas duvidas com os professores. Estabeleça uma relação de cumplicidade com eles. Evitando assim, possíveis contradições na compreensão de um tema ou/e na realização de alguma atividade.

• Ao ler um texto, realize anotações dos trechos mais importantes. Isso irá auxiliar no momento em que precisar retomar algum conceito durante a sua leitura ou na realização de alguma atividade.

• Elabore resumos de suas leituras. É uma excelente pratica na compreensão de um determinado tema ou conceito, além de otimizar o tempo de seu estudo.
• Use e abuse do dicionário, pois só assim irá aumentar seu vocabulário e entender melhor os textos.

• Mantenha hábitos saudáveis, uma boa saúde corporal é fundamental para um bom desempenho escolar.

• Estabeleça objetivos em seus estudos, deixe sempre claro qual o intuito de suas atividades.

• Mantenha-se sempre atualizado, leia jornal, revistas, assista telejornais. Mantendo-se atualizado, irá auxiliá-lo em seu desempenho escolar.

• Após a realização de seus estudos, realize atividades de lazer e sociais. O lazer é fundamental, afinal ninguém é de ferro.
Ricardo Marcom

terça-feira, 22 de abril de 2008



Um pouco da história do Zero e a complexidade em se aprender matemática


A grande dificuldade que qualquer aluno apresenta em assimilar conceitos matemáticos encontra paralelo com a história da matemática na humanidade. As civilizações que contribuíram para a ciência chegar ao que é hoje passaram por muitos desafios e custos até concluírem o que hoje achamos tão natural.
Com a invenção dos números não foi diferente. Essa foi, talvez, uma das tarefas mais demoradas realizadas pela humanidade. Por volta de 3.000 anos antes de Cristo os sumérios tiveram a idéia dos algarismos rudimentares. Apenas no século V a matemática tomou a forma que conhecemos hoje.
A grande busca intelectual durante todo esse tempo foi a busca do zero. Georges Ifrah, no livro “História Universal dos Algarismos”(Nova Fronteira, 1997) diz que “Se se quisesse esquematizar a história das numerações, dir-se-ia que é todo caminho que separou o um do zero”. De forma cronológica, o um é o primeiro número a surgir e o zero, quem diria, o último.
O zero, como não poderia deixar de ser, surge por necessidade. Antes do princípio de posição, não era necessário um número nulo e espaço vazio. Quando a posição começa a ganhar importância, como “a primeira casa é da unidade, a segunda da dezena e assim por diante”, o zero tornava-se importante para “empurrar” o número de uma posição para outra.
No início do segundo milênio os sábios da Babilônia esboçaram um conceito de zero. Mais tarde, chineses e astrônomos maias também tatearam alguns conceitos para o zero. Somente no século V, na Índia, surge o antecessor do zero como o conhecemos hoje.
Apenas no início século XIII o zero chegou ao Ocidente, fazendo companhia aos algarismos arábicos, nomeados dessa forma pelo fato dos árabes terem sidos os responsáveis pela transmissão desse sistema numérico. Depois de o uso do dinheiro ter sido quase abandonado na Idade Média, a economia monetária voltava a ser importante e os algarismos arábicos, mais operacionais do que os algarismos romanos, facilitavam demasiadamente os cálculos, dando um tempero aos negócios.
Ifrah eleva o zero à condição de obra-prima: "Nenhum melhoramento da notação dos números fez-se necessário desde que essa numeração perfeita foi inventada". A contrapartida é que essa fronteira, que impulsionou o desenvolvimento das ciências e da tecnologia, exigiu um grau muito mais elevado de abstração. Por isso aprender matemática não é tão fácil. Seria surpreendente se nossas crianças fossem mentalmente equipadas para a matemática da escola. O psicólogo Steven Parker, no seu livro "Como a Mente Funciona" (Companhia das Letras, 1998), conclui que a história da matemática é muito recente para ter marcado o genoma humano.


Vale a visita:

http://www.tvcultura.com.br/artematematica/home.html


Sergio Vicente Alencar
Que hoje o dia seja mais belo que ontem e pior que amanhã.Contato: sergiomatematica@yahoo.com.br

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Seriously
Ah sim, o nome da coluna é mesmo Seriously...

Adaptation
Há muito tempo atrás, no mesmo blogspot que sucede o Educultição aí em cima, eu tinha um blog. Com fins nada nobres como este aqui, simplesmente para estravasar os dotes jornalísticos e escriturísticos que finjo ter. Claro, e pelo meu ego – simm contar acessos!

O nome, como não podia deixar de ser, era uma homenagem a um dos melhores filmes dos últimos tempos (bem últimos, porque hoje já faz um tempinho razoável), o excelente Adaptação, de e com o roteiro assinado pelo insano Charlie Kaufman, que também foi responsável pelos tão bons quanto Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e Quero Ser John Malchovich.

E esse é só o gancho para poder falar de...

Stardust, o filme
Vi no último fim de semana a adaptação cinematográfica do livro de Neil Gaiman. Estou em atraso com a leitura e, apesar de já ter acesso a sua obra-prima, a série Sandman, ainda não a li. Mas li o Stardust. E sobre o filme, o que se pode dizer é que, como adaptação ele é um mediano blockbuster.

Seriously... Qualquer filme que conte com a presença de Claire Danes será “ruim”. Neste, ela dá seu brilho a Yvanna, a estrela que caiu no reino de Stormhold, logo ali no interior de uma Inglaterra elizabethana.
Ali, além do muro do povoado de Wall (a-há!), onde fadas, bruxas e príncipes coexistem, e o jovem Tristan Durnst adentra para conseguir a sua estrela. Ou melhor, sua não, já que ela será usada para conseguir a mão da bela Victoria (a modelo, atriz e trendsetter Sienna Miller).
Tristan, que já sabemos ter sido concebido além da muralha, parte então para sua viagem de ida e volta em uma semana – tempo que pode decorrer para que ele não perca Victoria para seu rival, os quais já estão de casamento marcado.
Paralelamente a sua descoberta de que a estrela cadente atende pelo nome de Yvanna e tem a (boa) forma de Claire Danes dois outros eventos se desenlaçam.
Quatro, digo, três príncipes partem em busca do medalhão que derrubou Yvanna do céu, e aquele que conseguir tomará o lugar do recém-falecido pai como rei de Stormhold. E uma bruxa sai à procura da estrela para arrancar e devorar-lhe o coração junto às duas irmãs, para assim voltarem à juventude – com o resquício da última estrela guardada, a velha bruxa volta à (também boa) forma de Michelle Pfeifer .

Efeitos especiais razoáveis, um protagonista que é apagado ao lado do elenco de nome – que ainda conta com Robert de Niro como pirata-barra-gay-enrustido como alívio cômico que não funciona –, e um roteiro que subaproveita a história de Gaiman garantem ao filme duas horas de diversão para àquele domingo à tarde chuvoso com TV a cabo fora do ar e internet idem.


Stardust, o livro
Recomendado, o livro que dá origem ao filme mostra com muito mais fluidez e detalhes a história de Tristan e Yvanna. A própria concepção de Tristan ganha um capítulo à parte, o primeiro, que, sim, é inviável cinematograficamente. Mesmo assim, o livro ganha de longe, com muito mais riqueza – eventos que no filme são aleatórios e bruscos passam a fazer todo sentido.
Caso nenhuma das obras tenha sido apreciada, comece pelo livro e depois surpreenda-se (positivamente) com o livro. Logicamente, eu li o livro pouco antes de ver o filme, surpreendendo-me (negativamente), o que derruba em duas estrelas extras qualquer avaliação que seja dada.

Capa Tau vs Omega Chai
Para quem se cansou das reprises do ótimo The Big Bang Theory, na Warner, o Universal Channel passou a transmitir Greek. A nova sitcom de título-trocadilho mostra o dia-a-dia de Rusty, calouro que tenta conciliar Engenharia e a fraternidade Capa Tau – liderada pelo ex de sua irmã.
Sua irmã, por sua vez, faz parte da Zeta Beta Zeta, a Pussycat Dolls das irmandades do campus, e namora o líder da Omega Chai.
Se o Will Smith de Fresh Prince of Bell Air, com jeans surrado e boné para trás, estivesse presente, estaria na Capa Tau. Seu primo Carlton, com suéter, gola da camisa para fora e sapato lustrado, estaria na Omega Chai. Os estereótipos do college estadunidense estão todos lá.

Entretanto, como no Brasil as maiores conquistas dos centros acadêmicos das universidades brasileiras são invasões à reitorias (com protestos regados com discursos vazios e violência) e festas (onde drogas legais e ilegais dominam o ambiente), é divertido ver o funcionamento exagerado, distorcido e cômico de brotherhoods e sororities.

PS: quem entender o trágico parágrafo acima na primeira leitura sem voltar ganha... um parabéns.

Correção
O nome correto do filme é Antes do Amanhecer, e não Antes do Nascer do Sol, como escrevi na estréia.

TheForce

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Imaginação, o que é isso mesmo?

"Somos imaginheiros"
"...nossas professoras de primário eram excelentes..."

São duas frases de engenheiros de criação do parque temático mais famoso do mundo Disney Word.

Eles se declaram engenheiros de imaginação, e atribuem grande parte dessa "criatividade imaginativa" a suas professoras de primário. E isso era o que precisava para entrar num assunto que vem me tirando o sono.

Vejo uma "poda" desenfreada, um momento, poda não é o termo certo, por que esta geralmente é feita para estimular o crescimento, falemos então inibição desenfreada da imaginação de crianças e jovens.

Outro dia meu vizinho indignado me falou que comprou um carrinho novo, super bacana, para seu filho de 4 anos, sua indignação foi notar que no dia seguinte o menino brincava com a caixa enquanto o carrinho ficou em um canto do quarto. O pai disse que pegou a caixa e jogou fora, e "empurrou" o carrinho para a criança brincar. Mas disse que teve que devolver o "caminhão" para o filho porque não parava de chorar. Perguntei: caminhão? E escutei: É meu filho diz que a caixa é o caminhão que carrega carro novo na estrada. Não contive a risada e a alegria de ver como é fascinante a capacidade de imaginação das crianças. Ora, isso devia ser motivo de orgulho para o pai, notar que seu filho possui algo tão valioso e uma capacidade de associação incrível, pois ao ver o carrinho novo na caixa, já o associou a um caminhão cegonha que deve ter visto na estrada.

É comum nas escolas, atividades de pintura, e mais comum ainda, é elas terem que seguir um padrão para essa pintura, o desenho já vem feito, e os professores "sugerem" as cores. Em aulas de artes ao aprender sobre um determinado artista os alunos apenas reproduzem suas obras, onde tem imaginação, criação nisso tudo? A aula de artes é um dos momentos que os alunos podem se expressar melhor, mas nada disso acontece, por quê? Os professores querem expor os trabalhos, mostrar como os alunos estão capazes de fazer certas coisas. Mas essa idéia não seria falsa? Deixo as perguntas no ar, para não reclamarem e sim refletirem.

Muitos falam que a tecnologia moderna tem sua parcela de culpa nisso, eu penso de forma contrária, se o filho já não tem criatividade para brincar e se divertir com uma caixa de papelão, pois prefere ficar horas à frente da TV, a culpa é de quem? Da TV? Acredito que a culpa é dos pais que permitem tal situação. Onde estão as leituras de histórias, sem figuras, para as crianças imaginarem, como são os personagens, os cenários e tudo mais. A cada dia vejo mais crianças com TV e DVD no quarto, ai os pais vão e colocam um filme para a criança dormir.

Leiam o livro Ponte para Terabitia, ou assistam o filme que é igualmente bom.



A Imaginação é a porta para todos os mundos, é a fuga para o impossível, é a força para fazer o que quiser! Não podemos tirá-la das crianças e jovens!

Um grande abraço,

Marco Aurelio
Aprenda a imaginar com as crianças!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

e que vá tudo para o espaço...

Essa é uma foto tirada pela Agência espacial européia que tem a sigla em inglês ESA, e esses pontos brancos são objetos lançados por nós: satélites ativos; satélites inativos; restos de estações espaciais; etc. A Terra já não é grande o bastante para nós poluirmos, temos que partir para o espaço e emporcalhar tudo.
Tem uma cena no matrix que o agente Smith fala com o Morpheus, e diz que os seres humanos são como vírus, os vírus se instalam em um corpo e o consome, muitas vezes acabando com ele, e resultando em sua própria morte.
Isso é um exagero? Acredito seriamente que não. Não fazemos nada, se não consumir, consumir e consumir as reservas do Planeta. Não é um discurso de um ecochato, mas de um cara preocupado com o futuro da espécie humana.
Uma professora já dizia: cuidemos de nosso quintal. Sim, se cada um fizer a sua parte, o resultado final será incrível. Pequenas atitudes podem mudar o cenário catastrófico que se aproxima. Utilizar menos sacolas plásticas, dar carona, não usar pratos e talheres descartáveis, separar o lixo (basta separar lixo seco de lixo orgânico), comprar menos produtos com embalagens não recicláveis (exemplo são aquelas bandejinhas de isopor), essas e muitas outras pequenas atitudes somadas assumem uma dimensão astronômica.
Professores, campanhas como: salvem as baleias, não poluam os mares, salvem os ursos polares, são todas bonitinhas, mas qual a acesso dos alunos para realmente colaborarem com isso? Pensem em campanhas que os alunos possam realmente colaborar com alguma coisa, em uma escola eu vi alunos criando sacolas de panos para os pais irem até a padaria, mercadinho. Comentem e deixem suas ideias.
Então por favor, antes de reclamar, pare e reflita: Estou cuidando do meu quintal?

Um forte abraço,

Marco Aurelio

Respeito, alguém lembra o que é isso?

terça-feira, 15 de abril de 2008

Pitágoras de Samos

Um dos caminhos para se fazer matemática em sala de aula é usar e abusar da história da matemática, por isso resolvi que a coluna de hoje deveria trazer algo dessa área. Nada melhor do que conhecermos um pouquinho a historia do grande Pitágoras. Até o mais leigo em matemática já ouviu falar sobre o famoso teorema de Pitágoras, que pasme, não é de Pitágoras! (em outro momento comento sobre isso). Mas isso não tira o seu mérito...
Da vida de Pitágoras quase nada podemos afirmar com certeza, uma vez que ele foi objeto de uma série de relatos tardios e fantasiosos. O que parece certo é que ele nasceu por volta 570 a.C., na ilha grega de Samos, no leste do mar Egeu.
Tales de Mileto inicia a filosofia ocidental vinte anos antes do nascimento de Pitágoras. Após Tales de Mileto temos Anaximandro, que se aprofundou em achar explicações racionais para o mundo, intuindo que a terra era curva e, entre várias outras coisas, inventado o relógio solar. Anaximandro é grande influente de Pitágoras, assim como Ferécidas, um esotérico considerado o inventor de uma doutrina denominada metempsicose (de acordo com o comportamento do indivíduo, a sua alma transmigraria para outro corpo humano, animal ou até para vegetais).... - Aí de quem maltratasse um cachorro na presença de Pitágoras. A idéia de transmigração pode não ter sido exclusividade de Ferécidas, já que várias culturas, com destaque à egípcia, influenciaram fortemente os gregos.
Pitágoras viajou bastante, passando pelo Egito e Babilônia – possivelmente indo até a Índia. Nessas peregrinações, além de absorver informações matemáticas e astronômicas, Pitágoras absorveu muitas idéias religiosas, sendo que, ao voltar ao mundo grego, cria em Crotona a Escola Pitagórica, na qual a dedicação era exclusiva aos estudos científicos e religiosos. Inclusive, Pitágoras é o criador dos termos Filosofia (amor à sabedoria) e Matemática (o que é aprendido). Antes de Pitágoras, os “filósofos” eram conhecidos como sofistas (sábios; espertos).
Na Escola Pitagórica a educação era baseada em quatro disciplinas: Geometria, Aritmética, Astronomia e Música. Provavelmente foi Pitágoras ou de um de seus seguidores, que estabeleceu a fórmula para o triângulo retângulo de catetos a e b e hipotenusa c:

a² + b² = c²

É importante salientar que o enunciado desse teorema já era conhecido dos Babilônios, mas atribui-se à Pitágoras sua descoberta, pois supõe-se que a demonstração formal foi feita por ele.
No link a seguir, o leitor encontra dezenas de formas de provar esse teorema:

http://www.cut-the-knot.org/pythagoras/index.shtml

Para os freqüentadores da Escola Pitagórica “Tudo era número”, ou seja, na concepção dos primeiros pitagóricos, a extensão era descontínua, constituída de unidades indivisíveis separadas por um intervalo, idéia que tinha origem no estudo dos números naturais e de suas razões.
Os pitagóricos criaram o conceito de números perfeitos. Um número é perfeito quando ele é igual à soma de seus divisores. O número 6, por exemplo, é perfeito porque a soma de seus divisores (1, 2, 3) é igual a 6. Isso também é válido para o 28, pois os divisores 1, 2, 4, 7 e 14 somam 28. A “perfeição” desses números pode ser reconhecida por outras culturas: “Deus criou o mundo em 6 dias e a lua órbita a terra em 28 dias”.
Alguns outros exemplos de números perfeitos são: 496, 8.128 e 33.550.336. Ficou curioso? Procure mais números perfeitos.
De acordo com os pitagóricos, quando a soma dos divisores de um número é maior que o próprio número, estamos então tratando de um número excessivo. É o caso do 12, pois seus divisores (1, 2, 3, 4, 6) somam 16. Porém, quando a soma dos divisores de um número é menor que o próprio número, trata-se de um número deficiente. É o caso do 10, cuja soma dos divisores (1, 2, 5) é igual a 8.
Essa fascinação pelos números trouxe um grande problema aos pitagóricos, pois eles notaram que a diagonal de um quadrado cujos lados medem uma unidade é igual a , número que é incomensurável (hoje chamamos de números irracionais esses números). Os pitagóricos tiveram grandes consternações com esta descoberta, pois, de certo modo, contrariava as crenças da escola e seria uma imperfeição da divindade. Essa descoberta tornou-se segredo total. Era proibido tocar nesse assunto!
Bom, esse é um pequeno trecho da história de Pitágoras e da Escola Pitagórica. Ficou curioso? Quer saber mais? Se sim, alcancei meu objetivo. Para os que tiverem mais interesse no assunto, dou as seguintes dicas de consulta:


BOYER, Carl Benjamin. História da matemática. Trad. Elza F. Gomide. 1 ed. São Paulo: Edgar Blücher, 1974.

http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/pitagoras.html

http://br.geocities.com/saladefisica9/biografias/pitagoras.htm

Sergio Vicente Alencar

Que hoje o dia seja mais belo que ontem e pior que amanhã.
Contato: sergiomatematica@yahoo.com.br

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Qual o significado da leitura para você?

Pense rápido: o que passa em sua mente quando você lê a frase “Complete a ficha de leitura” ou “Leitura em voz alta”? Você se lembra de como era fazer essa tarefa em seu tempo de escola? O que você sentia quando a professora dizia: “Leia do lugar onde seu colega parou.”? Confesso que não ficava nem um pouco à vontade, tinha medo e ler tornou-se um sacrifício.
Com o tempo descobri a leitura e ler, agora, é como respirar! E para vocês, Pais, Mães e professores? A leitura imposta pela Escola é uma obrigação ou uma forma de desenvolvimento e crescimento?
No Colégio onde trabalho ler é importante. Mais do que “aumentar um índice nacional”, é ver o aluno usando essa habilidade em seu dia-a-dia. Creio que já estamos um passo à frente! As turmas com as quais trabalho freqüentam a biblioteca na hora do intervalo buscando livros para ler. Temos vários projetos de leitura desde a turminha do Maternal. Enfim, tentamos “encanta-los“ desde muito cedo. Sim encanta-los, pois é isso que fazemos durante uma leitura.
Sei que é importante tirar dez na “prova do livro”, mas o melhor é conhecer centenas de mundos diferentes. Porque ler é isso, ler é viajar no tempo, no espaço, ser herói, ser princesa, combater o mal e fazer o bem, ler é encantar e ser encantado.
Atenção, pais e educadores estão juntos nisso! Transforme a leitura em algo especial, em algo constante e descubra, junto com seu (a) filho (a), um novo mundo, que talvez você não tenha encontrado no seu tempo de escola, mas que pode e deve descobrir agora!

Dicas de leitura:

“Como as histórias se espalharam pelo mundo”, de Rogério Andrade Barbosa, Editora DCL

“ Pandolfo Bereba”, de Eva Furnari, ED. Moderna

Mônica Finardi

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Reclamar?

Bom dia, mais uma sexta-feira mais um dia para fazer a diferença!
Não gosto muito de livros, mensagens, vídeos de auto ajuda, mas alguns deles valem a pena para refletir, e refletir, é goooood (como dizia Jim Carrey em O todo poderoso). Não crescemos sem reflexão, sem ela ficamos estagnados, perdemos o sentido. Ou seja, estou fazendo isso por quê? Faço isso assim por qual motivo? Por que nunca atinjo meus objetivos? Por que não consigo emagrecer? E por ai vai. Refletir, é justamente formular essas questões e tentar encontrar respostas. No entanto as pessoas preferem apenas reclamar. Ou jogam os motivos de seus problemas para outras pessoas. Reclamar é fácil, refletir nem tanto. Por esse motivo trago um vídeo que muitos já devem ter assistido, no entanto espero que vejam com outros olhos agora.



um forte abraço!
Não ensine, eduque!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Somos livres! E agora?

Há exatamente 23 anos, o nosso país conseguiu romper as correntes do período mais obscuro de opressão da nossa liberdade. A Ditadura Militar que ocorreu de 1964 a 1985, caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o sistema. Em 1988, a constituição foi aprovado e finalmente o Brasil pode viver em uma sociedade democrática e tecnicamente “livre da censura”. O sentimento de liberdade pôde ser compartilhado por toda uma nação, vitima das mais cruéis violações dos direitos humanos. Bom, 23 anos se passaram, e agora? Somos livres, mas não sabemos viver em liberdade. A imprensa é assumiu o papel de principal formadora de opiniões do nosso país, mas restringiu-se a promover o sensacionalismo em troca de alguns bons trocados. Mobilizar a atenção da massa é uma atividade relativamente simples, basta expor a miséria alheia e bons pontos de audiência ou venda de revista e jornais viram. O caso da garota Isabella é um bom exemplo disso, não se fala em outra coisa há quase duas semanas, fotos da garota são expostas, hipóteses são levantadas, acusados, entre outros itens estão fazendo o entretenimento da população, como nos tempos da Roma antiga com o Coliseu, onde muitas pessoas foram mortas para a diversão do povo. O sofrimento da família e principalmente o da mãe também fazem parte do jogo da noticia perfeita. Esquecemos do período obscuro de nossa história e estamos fazendo como em um ato de compulsão à repetição as mesmas coisas que a Ditadura Militar realizou em 21 anos, estamos desrespeitando os Direitos Humanos com intermédio da imprensa e o seu declarado abuso de poder sobre a opinião nacional. É por essas e outras que eu acho que os Romanos estavam certos, o povo precisa de pão e circo e não de liberdade. Não culpo os jornalistas por isso, mas a grande parte de nossa população que contribuem pela manutenção dessa postura de nossa imprensa extremamente sensacionalista e sem escrúpulos.

Ricardo Marcom

quarta-feira, 9 de abril de 2008

SOLIDARIEDADE

“Esse problema não é meu!”

É muito comum ouvirmos a célebre frase acima, quando tratamos de questões sociais.
Lamentável, eu diria, sabermos que no século XXI o homem ainda não se deu conta de sua responsabilidade sócio-política sobre as necessidades do mundo e dos seus semelhantes.
Para muitos, a culpa é do governo que não honra os compromissos assumidos perante os seus eleitores; para outros, a culpa é da própria sociedade que permite a presença de moradores nas ruas, ou seja, aquelas pessoas horrorosas, que cheiram mal, enfeiam a cidade, roubam e ainda por cima, usam drogas.
Por outro lado, há aqueles que buscam compreender a realidade e a dinâmica das esferas empobrecidas, com o intuito de, pelo menos, minorar a dor e o sofrimento desses grupos excluídos pelas injustiças sociais.
São os cidadãos voluntários: pessoas que dedicam, no mínimo, uma hora de sua semana a um trabalho solidário.
A falta de políticas públicas resulta na degradação, na perda da dignidade e na violação dos direitos do homem.
Esperar pela oportunidade ou pela burocracia que rege nosso sistema, é o mesmo que fingir a inexistência de tais problemas.
Se, de fato, somos engajados e comprometidos conosco mesmo, efetivamente, somos comprometidos com a sociedade.
Não dá para dizer que “esse problema não é meu”. Não dá para transferir para o outro a responsabilidade que é nossa.
A prática da solidariedade é o mínimo que se espera nesse momento de transição, nesse momento de transformação do mundo e do homem para um mundo de regeneração, justiça e paz!

Sandra Ap. R. de Almeida

terça-feira, 8 de abril de 2008

O saber matemático e as diferentes abordagens pedagógicas: platonismo, formalismo e construtivismo.


A natureza e o estatuto científico de cada disciplina, moldada pela sua trajetória histórica, determinam uma forma particular de valorizar a dimensão educacional de cada saber, portanto é necessário que o fenômeno educacional passe por regras de um corpo de valores que deve ser conhecido pelo professor.
Em decorrência das diferentes concepções filosóficas, é possível falar de diferentes práticas educativas, logo é possível notar que não existe uma única forma de conceber as idéias científicas ou matemáticas. De início, a natureza da matemática se traduz pelo trabalho desenvolvido pelo matemático: descoberta de teoremas e demonstrações, criação de conceitos etc. Isso, além de reger o trabalho do matemático, condiciona uma parcela considerável da ação pedagógica e das próprias tarefas realizadas pelos alunos.
Em relação à natureza filosófica da matemática, três tendências que fundamentam as discussões sobre as bases dessa ciência são destacadas, através de suas concepções históricas: o platonismo, o formalismo e o construtivismo.
No platonismo os objetos matemáticos são idéias puras e acabadas, existentes em um mundo não material e distante do nosso mundo real e imediato. Esses objetos existem, independentemente do nosso conhecimento sobre eles. Com base na concepção platônica é possível afirmar que ocorrem apenas as descobertas e não invenções dos conceitos, uma vez que esses já existiriam antes de qualquer esforço intelectual do matemático ou de quem estuda matemática.
No formalismo não é possível se falar na existência a priori dos objetos matemáticos. Na realidade a matemática seria constituída de um tipo de jogo formal de símbolos, envolvendo axiomas, teoremas e definições. Para trabalhar com esses elementos existem regras, as quais permitem deduzir seqüências lógicas, representando a atividade matemática. A partir do momento em que as fórmulas são descobertas e podem ser aplicadas a problemas compreensíveis no contexto em questão, surge o significado desses elementos.
Na corrente do construtivismo existe uma concepção extremamente inexpressiva mediante a hegemonia exercida pelo platonismo e pelo formalismo. Davis (apud PAIS, 2002), esclarece que “Os construtivistas consideram matemática genuína somente o que pode ser obtida por uma construção finita” (PAIS, 2002, p.30).
Nessa concepção, as teorias que envolvem, por exemplo, a construção dos números reais ou das séries matemáticas não são aceitas.
Em suma, o formalismo e o platonismo estão em duas posições extremas, contraditórias e predominantes na prática científica. O maior desafio está em desenvolver uma prática que, antes de tentar acabar com as contradições entre essas posições, busque sua superação através de uma abordagem reflexiva. O mais prudente é o fato de que não é aconselhável a adoção exclusiva e radical de uma única dessas concepções na prática educativa. O próprio trabalho do matemático é conduzido predominantemente por uma concepção platônica, sem, no entanto, deixar de ser também formalista.
O saber matemático se constitui de noções objetivas, abstratas e gerais, mas, apesar disso, não há como negar a intermediação da subjetividade e da particularidade na atividade humana da sua elaboração. Pais (2002) esclarece essa intermediação:

[...]A construção da objetividade passa pelo suporte da subjetividade e a descoberta de novas idéias exige uma etapa de síntese, para ser formalizada através de uma demonstração. Muitas vezes, essa demonstração produzida pelo matemático não corresponde exatamente ao problema que motivou o início de sua pesquisa, de onde se percebe que a atividade científica não consiste somente na solução de problemas, mas também na criação ou formulação de novos desafios ou o enunciado de conjecturas. (PAIS, 2002, p.31-32).

Analisando o trecho acima, é possível detectar a necessidade de haver uma articulação entre o particular e o geral para facilitar a elaboração de conceitos, uma vez que as próprias produções dos matemáticos são submetidas a permanentes reformulações, buscando sempre níveis mais gerais de validade.



Dica de leitura:

PAIS, Luiz Carlos. Didática da matemática: uma análise da influência francesa. 2ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. 128p. (Coleções Tendências em Educação Matemática, 3).
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 5 ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2002.

Que hoje o dia seja mais belo que ontem e pior que amanhã.
Contato: sergiomatematica@yahoo.com.br