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quinta-feira, 3 de abril de 2008

video games

PS3, Xbox 360, Wii, DS, PSP. Para muitos essas siglas não significam nada, outros nem sabem o que são, mas para muitos são sonhos de consumo. Sim, são todos vídeo games de última geração, os dois últimos portáteis inclusive. Não cairei no mérito de qual é melhor, mas quero falar da influência dos games na vida das pessoas, principalmente dos mais jovens.
Os jogos de vídeo games muitas vezes estimulam a atividade cerebral, desenvolvem a coordenação motora, melhora os reflexos, vários jogos estimulam a criatividade e a interatividade, há muitos casos de jovens quererem estudar inglês para entender mais a fundo os diálogos dos jogos. Então vamos jogar vídeo game até olhos e dedos doerem, certo? Errado. Como tudo na vida o excesso não é bom, jogar ocasionalmente sem se tornar um viciado é bom, descentrai, diverte, "desestressa". Mas o maior cuidado deve com as crianças, muitos jogos possuem conteúdos adultos, o que gera muita polêmica na sociedade. Cabe a cada pai saber se seu filho tem discernimento para jogar determinados jogos. Em particular acredito que jogos de tiro, violência, e sexo, não contribuem em nada na formação do jovem. Mas se um pai deixa o filho de 6 anos assistir a novela das oito, programas policiais, e etc., será que se preocupará com o "joguinho" de vídeo game?
Outro ponto que não posso deixar de falar é do isolamento social, por mais que os jogos proporcionem relacionamento virtual, sim os vídeo games de hoje são ligados à internet, nada substitui a brincadeira na rua, no parque, o jogo de bola no asfalto, a amarelinha riscada com tijolo, o vizinho reclamando da bagunça, a correria após tocar a campainha do "tio" chato, o esconde-esconde. Mas isso ainda da muito pano pra manga, que prometo falar com mais atenção em outro dia.
Em um post havia prometido buscar a origem da expressão pano pra manga, e o que mais me satisfez foi o seguinte: Ao comprar um pano para fazer uma camisa, sempre era preciso comprar um pedaço extra para fazer as mangas, no entanto quando sobrava pano do recorte para a camisa, se dizia vai da pano pra manga. Se alguém conhecer outra explicação, é só comentar.
Forte abraço.

Marco Aurelio



sexta-feira, 28 de março de 2008



Seriously

"Cara criei um blog e estou precisando de um colunista de cinema... e adivinha, é você."
E foi assim que a partir de agora, quinzenalmente às sextas, escreverei sobre Diversão, Cultura e Educação. Cinema, TV e música devem aparecer mais, mas sempre haverá espaço para coisas como a exposição da Tarsila do Amaral, que, aliás, terminou (Perdeu, prayboy! Rá!). Como diria Hulk no Marvel vs. Capcom: Let's rock!

Juno
Vou dizer que é o melhor dos filmes que concorreram ao Oscar, mesmo sem ter visto os Javier, Daniel, George ou Keira (Hum... o cara vai escrever sobre cinema e não viu nem os filmes indicados ao Oscar, isso um mês depois de tudo acontecer... bela credencial...).

A história - que se você ainda não sabe, ao terminar de ler este texto, deve ir direto para o cinema mais próximo (pirataria é crime!) - mostra a adolescente Juno McGuff, que ficou grávida de seu melhor amigo, Paullie, tentando encontrar um casal para adotar o bebê. Encontra o par ideal em um anúncio de jornal: Mark e Vanessa, um casal que mora em um subúrbio a la Wisteria Lane e que já tentavam há tempos conseguir um filho.
Elenco e roteiro fazem com que os espectadores não se distraiam nem por um segundo. Jennifer Garner (Alias) faz a futura-mãe-neurótica e Jason Bateman (Arrested Development) o marido que ainda aspira se tornar uma estrela do rock. Você vai se lembrar de Michael Cera, de Superbad, fazendo o papel de Michael Cera, em Superbad (esqueça o "tracinho-É-Hoje-ponto-de-exclamação" que o filme ganhou na tradução para o Brasil). Mas quem rouba a cena é mesmo Ellen Page, indicada ao Oscar de melhor atriz, no papel-título. Além de todos os trejeitos da teen, ela também ajudou na escolha da trilha sonora, o que muito em parte ajudou na composição da personalidade da personagem. Ah sim, e J.K. "Parker, you´re fired!" Simmons, como pai de Juno!
A responsável por tudo isso é Diablo Cody, que era stripper em NY e depois lançou um livro contando as suas experiências. Mais ou menos como uma tal de Bruna Surfistinha, aqui no Brasil. A diferença é que depois ela foi para o tapete vermelho e levou uma estátua dourada para casa, enquanto a Surfistinha veio da luz vermelha e foi fazer o único filme em que seria capaz de atuar.
PS: a trilha sonora é recomendadíssima.

Man Eater
Acabou semana passada, na maior audiência que já presenciei na Pinacoteca do Estado, a exposição com as obras da Tarsila do Amaral.
Fui no sábado, com uma chuvinha fina. Portões ainda fechados e muita gente já de guarda-chuva aberto. Entrei rápido e ao longo de uma hora foi possível ver de perto os clássicos dos livros de literatura (Abaporu e os demais da fase antropofágica, a mais famosa) e de história (Operários, que sempre aparece no capítulo de Revolução Industrial).
É sempre bom ver o acervo permanente, ainda que algumas áreas estavam fechadas, além das demais exposiçõs, de artistas que não lembro o nome.
Se não estivesse acabado, seria mais uma recomendação.

And that's that
Acabou.
Mas fiquem ligados na programação do Reserva Cultural, que ainda está passando os filmes do Oscar (ainda tenho chance!) e outros que chamam atenção, como 2 Dias em Paris - só porque tem a Julie Delpy (Antes do Pôr do Sol, melhor que o original, Antes do Sol Nascer) e Daniel Brühl (Adeus, Lênin, melhor que Edukators).