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quarta-feira, 25 de junho de 2008

criança feliz é aquela que verdadeiramente pode ser criança

Uma bela campanha da Fundação Telefonica tem feito vídeos de apoio à educação.


Oi, para quem não me conhece ainda vou me apresentar, meu nome é João Petrovsky da Vida, papai de origem russa, abandonou mamãe, para ficar com um chileno que o nome nem quis saber, e assim assino João P. da Vida.
Moro em São Paulo, mas acredito que o que vou falar não é exclusividade da cidade do engarrafamento, errr, quis dizer cidade da garoa.
Parar em semáforos é quase uma especialidade para todo bom paulistano, e nessas paradas vemos de tudo, cadeirantes, cegos, pedintes, gente vendendo frutas, chocolates, acessórios para carro, e crianças. Crianças? sim crianças, o que elas estão fazendo ali? Trabalho escolar que não é. Estão "trabalhando", mas esperem, trabalho infantil não é crime? E como é que estas crianças passam até dias inteiros trabalhando para suas mamães que ficam sentadas na calçada esperando a cria lhes trazer os frutos do trabalho. Sei que da dó de ver a criança ali do lado do carro com a mão esticada, de baixo de chuva, mas a cada esmola que recebe, mais fica presa neste trabalho.
Em uma pescaria que fiz para o Mato Grosso, fiquei chocado com o que vi em uma estradinha de terra. Era madrugada ainda, parei o carro para aliviar a bexiga e sai correndo quando vi algumas coisas se movendo no mato logo após a cerca. Quando o dia foi clareando percebi que o que se movia no mato eram crianças, algumas capinavam, outras puxavam uma espécie de arado. Ora, pra que a criança precisa dormir e brincar? Tem que trabalhar na roça desde as 3 da madrugada, não é verdade?
Sem falar das crianças em carvoarias, quebrando pedra, cortando cana, trabalhando com tabaco, e muito mais. O governo deveria fazer uma campanha: Coloque seu filho na escola e ganhe dois detentos para fazer o trabalho delas.
E apesar de ser apenas mais um João P. da Vida entre muitos outros, berro aqui a minha indignação, ninguém tem o direito de privar a criança de sua melhor fase da vida, e quando falo isso não é só para os pais que colocam seus filhos para trabalhar, grito para nossos governantes que pouco fazem para garantir a essas crianças condições para que elas sejam verdadeiramente crianças.

João P. da Vida

sexta-feira, 4 de abril de 2008

João Petrovsky da Vida

Olá, meu nome é João Petrovsky da Vida, papai de origem russa, e que abandonou mamãe para ficar com um chileno que o nome nem quis saber, apenas assino João P. da Vida. E quando sentir vontade vou aparecer nesse BLOG para escrever algumas coisinhas, e não estou nem ai para quem não quiser ler.
Moro em São Paulo, ah São Paulo, cidade da garoa, dos restaurantes, das enchentes, da poluição, do trânsito. Trânsito?!?!?!?! Ah quem não gosta dele? Levar mais de 20 minutos pra andar 1km, trânsito relaxa a gente! E quando estamos em uma esquina e não entramos na via por que está vindo um carro, e em 99,999% dos casos o carro vem bem de vagar, mas como bons motoristas que somos, esperamos ele passar para não fecha-lo, e ficamos muito felizes quando o motorista entra na rua que estamos sem dar seta, é uma alegria só, ficamos parados ali, esperando... E ele simplesmente entra na nossa rua sem dar seta, nesses momentos sinto vontade de sair do carro, gritar e pular, de tanta emoção. E pensar que tanta alegria é só para mim, apenas mais um João P. da Vida.
Até quem sabe quando.