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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Um grande exemplo de casa

Não podemos esquecer em um canto qualquer nossos idosos, que tanto nos deram. Dar atenção, carinho, cuidado e respeito é o mínimo que eles merecem!
Veja o video, de um grande trabalho:

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Aprenda a ganhar tempo e eficiência na leitura

texto retirado do Uol economia do dia 06/08/08 http://economia.uol.com.br/planodecarreira/ultnot/infomoney/2008/08/05/ult4229u1803.jhtm


SÃO PAULO - Para de fato reter as informações por meio da leitura, é necessário, em primeiro lugar, ter uma motivação, uma necessidade. Mas o objetivo do indivíduo não pode ser amplo, senão ele se perde. Com isso, cria-se um estado emocional propício ao aprendizado.

A explicação é de Huaras Duarte, que ministra um curso intitulado "Fotoleitura", na OmnisMind, que traz métodos novos de leitura e aprendizado. Ele conta que, quando as pessoas, de fato, aprendem, elas fazem uma conexão do todo com o detalhe.

O consciente e o inconsciente

O método se propõe a trabalhar o consciente e o inconsciente da pessoa. Por meio de estratégias, o especialista garante que é possível trabalhar esse lado não consciente a favor da retenção das informações.

"Existem situações nas quais nos surpreendemos com sabedorias que não sabíamos que tínhamos. Por exemplo, já deve ter acontecido com você: em uma prova de testes, às vezes, escolhemos logo de cara uma alternativa que achamos que é a certa. Mas, depois começamos a pensar, pensar e, no final, optamos por outra alternativa, mas que não era a correta", explica. "Há informações que estão registradas na nossa mente, mas nem suspeitamos", acrescenta.

E por que é importante trabalhar nossa forma de ler e reter informações? Porque hoje temos pouco tempo a perder, ao mesmo tempo em que existem muitas informações disponíveis no mundo. "Se você entrar na internet, tem acesso a todo um mundo", brinca Duarte.

Método

Se seu objetivo é ler por prazer, leia palavra por palavra, não há pressa! Mas, se você é um vestibulando que tem nas mãos uma lista com 20 livros que irão cair no vestibular, talvez, um método apropriado é fazer um resumo do livro. Como? Não é preciso ler o livro inteiro, apenas apure quem são os personagens, as características principais deles, o foco da obra, o estilo, o que o autor pretende, o clímax e o desfecho. "Isso é possível fazer em duas horas", garante o professor.

Ele conta que, antes de ler um livro, utiliza técnicas de relaxamento, dá uma folheada na obra, para perceber o todo e, depois, lê tudo, para entender os detalhes. É uma forma de entrar em contato com o inconsciente, para facilitar a retenção das informações. Por fim, ele lembra que a postura é muito importante. "Quem consegue ficar concentrado deitado na cama?", questiona.

Existe o ambiente ideal quanto à iluminação, à cadeira ou poltrona e à ventilação. No entanto, é importante também ser flexível e adaptar a leitura ao seu dia-a-dia. Por isso, se você só tem tempo de ler quando está no metrô ou ônibus, invista nisso. O importante é se manter motivado para aprender!



Vejo nas escolas um sério problema, muitos alunos aprendem a falar as palavras escritas, não sabem ler efetivamente. Do primeiro ano do fundamental à terceira série do ensino médio, muitos possuem dificuldade de interpretação e entendimento do texto, isso acontece por parte pela falta de domínio da leitura.

Sou daqueles que acreditam que Língua Portuguesa e matemática deveriam ter um cuidado muito mais especial, são as disciplinas que dão apoio a todas as outras, são os alicerces do aprendizado, dominando esses dois "mundos" as conquistas em outras disciplinas serão muito mais tranquilas.

fOrTe abraço,

Marco Aurelio

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Os saberes de cada um

Os saberes de cada um
Rubem Alves

O galinheiro estava em polvoroso. Cocorocós de galos, cacarejos de galinhas, tofracos de angolinhas, pios de pintinhos – tudo se misturava num barulho infernal. Todos haviam sido convocados a uma assembléia pelo Chanceler, o galo prefeito do galinheiro, para tratar de um assunto de grande importância: o fato de vários ovos chocados pela Cocota terem sido comidos por um ladrão, num breve momento em que ela abandonara o ninho para comer milho e beber água.
As pegadas eram inconfundíveis: o ladrão era uma raposa. Raposas são animais muito perigosos. Comem não somente ovos, como também pintinhos e mesmo galinhas mais crescidas. Com um sonoro cocoricocó, Chanceler pediu silencio, expôs o problema e franqueou a palavra.
Encarapitado no galho de uma goiabeira, um galinho garnizé cantou estridente. Era o Mundico. Ele adorava discursar, “Companheiros”, ele começou, “peço a atenção de vocês para as ponderações que vou fazer acerca da crise conjuntural em que nos encontramos. Charles Darwin dói o primeiro a mostrar que a historia dos bichos é marcada pela luta em que os mais fortes devoram os mais fracos. Os leões comem os veados, os lobos comem os cordeiros, os gaviões comem as pombas, as raposas comem as galinhas. Os mais aptos sobrevivem, os outros morrem”.
“Assim, a crise conjuntural em que nos encontramos nada mais é que uma manifestação da realidade estrutural que rege a história dos bicos. E o que é que faz com que as raposas sejam mais aptas do que nós? As raposas são mais aptas e nos devoram porque elas detêm o monopólio do saber que nós não tempos. Somente nos libertaremos do jugo das raposas quando nos apropriarmos dos saberes que elas têm”.
“Como se transmitem os saberes? Por meio da educação. Sugiro então que empreendamos uma reforma em nossos currículos e programas. Se, até hoje, nossos currículos e programas ensinavam aos nossos filhos saberes galináceos, de hoje em diante eles ensinarão saberes de raposa”.
“Primeiro, teremos de educar os nossos olhos pra eu eles passem a ver como vêem as raposas. Onde é que as raposas tem os seus olhos? Na frente do focinho. E nós? Onde estão os nossos olhos? Do lado. Educaremos os nossos olhos para que eles olhem para frente, como as raposas”.
“Segundo: teremos de reeducar o nosso andar. Raposas andam com quatro patas. Por isso valem o dobro de nós, que só temos duas. Como transformar duas patas em quatro? Nós, galinhas e galos, bípedes, passaremos a andar aos pares, um na frente, outro atrás, o de trás segurando o traseiro do que vai à frente, e assim seremos quadrúpedes.”
“Terceiro: as raposas têm pêlos, enquanto nós temos penas. Teremos que nos livrar de nossas penas para que no seu lugar cresçam pêlos. E os nossos rabos, ridículos uropígios, estimulados pelos pêlos, se alongarão para trás e se transformarão em rabos de raposa.”
“Quarto: as raposas têm focinho e nós temos bicos. Mas o que é um focinho? Focinho é uma coisa sem bico. Ora, bastará que extraiamos os nossos bicos para termos focinhos, como as raposas. Assim, pela educação, nos apropriaremos dos saberes das raposas, espécie que por tantos milênios nos tem dominado. Será, então, o advento da liberdade”.
Mundico se calou. Todos estavam “biqueabertos” com sua eloqüência. E todos concordaram com o seu projeto educacional. Galos e galinhas arrancaram umas às outras as suas penas e, peladas, aguardaram o crescimento dos pêlos. Por meio de exercícios apropriados, movimentavam seus olhos para que eles aprendessem a olhar para frente. Desbicaram-se, lixando seus bicos em pedras ásperas . e andavam, como Mundico dissera, aos pares um na frente do outro agarrados atrás...
Mas parece que o currículo de raposa não deu resultado. A raposa continuou a comer ovos dos ninhos e chegou mesmo a devorar um pintinho distraído. Acharam que ela tivesse também devorado o Sesfredo, um galo velho de pescoço pelado, vermelho, e que cantava com sotaque caipira.
Convocou-se outra assembléia. Toda a população do galinheiro compareceu. Para surpresa de todos, até mesmo o Sesfredo, que tomou lugar num galho de uma árvore muito alta, onde nenhum outro galo ou galinha jamais fora. “a gente pensou que você tinha sido devorado pela raposa”, cantou o Godofredo, forte galo índio. “Que nada”, disse Sesfredo. “É que me internei no SPA do Urubuzão para fazer uma reciclagem de vôo. Urubu é ave como nós. Mas raposa não come urubu. Raposa não come urubu porque urubu sabe voar. Raposas comem galos e galinhas porque desaprendemos o uso de nossas asas...”
Nesse momento uma angolinha que ficara de sentinela deu alarme: “aí vem a raposa, aí vem a raposa, aí vem a raposa...” Foi uma correria, cada um correndo para um lado. Mas ninguém sabia voar. A raposa, valendo-se da confusão, abocanhou uma galinha garnizé, já depenada e desbicada...
Todo mundo entrou em pânico. Menos o Sesfredo. Lá de cima, ele abriu as asas e voou alto, muito alto, até parecia um urubu... Assim é: ave que sabe voar, raposa não consegue pegar.
Alguns há que justificam os currículos de nossas escolas dizendo que é preciso que as classes dominadas se apropriem dos saberes das classes dominantes. Há muitos Mundicos por aí.


Rubem Alves, é Rubem Alves...

fOrTe abraço,

Marco Aurelio

quarta-feira, 25 de junho de 2008

criança feliz é aquela que verdadeiramente pode ser criança

Uma bela campanha da Fundação Telefonica tem feito vídeos de apoio à educação.


Oi, para quem não me conhece ainda vou me apresentar, meu nome é João Petrovsky da Vida, papai de origem russa, abandonou mamãe, para ficar com um chileno que o nome nem quis saber, e assim assino João P. da Vida.
Moro em São Paulo, mas acredito que o que vou falar não é exclusividade da cidade do engarrafamento, errr, quis dizer cidade da garoa.
Parar em semáforos é quase uma especialidade para todo bom paulistano, e nessas paradas vemos de tudo, cadeirantes, cegos, pedintes, gente vendendo frutas, chocolates, acessórios para carro, e crianças. Crianças? sim crianças, o que elas estão fazendo ali? Trabalho escolar que não é. Estão "trabalhando", mas esperem, trabalho infantil não é crime? E como é que estas crianças passam até dias inteiros trabalhando para suas mamães que ficam sentadas na calçada esperando a cria lhes trazer os frutos do trabalho. Sei que da dó de ver a criança ali do lado do carro com a mão esticada, de baixo de chuva, mas a cada esmola que recebe, mais fica presa neste trabalho.
Em uma pescaria que fiz para o Mato Grosso, fiquei chocado com o que vi em uma estradinha de terra. Era madrugada ainda, parei o carro para aliviar a bexiga e sai correndo quando vi algumas coisas se movendo no mato logo após a cerca. Quando o dia foi clareando percebi que o que se movia no mato eram crianças, algumas capinavam, outras puxavam uma espécie de arado. Ora, pra que a criança precisa dormir e brincar? Tem que trabalhar na roça desde as 3 da madrugada, não é verdade?
Sem falar das crianças em carvoarias, quebrando pedra, cortando cana, trabalhando com tabaco, e muito mais. O governo deveria fazer uma campanha: Coloque seu filho na escola e ganhe dois detentos para fazer o trabalho delas.
E apesar de ser apenas mais um João P. da Vida entre muitos outros, berro aqui a minha indignação, ninguém tem o direito de privar a criança de sua melhor fase da vida, e quando falo isso não é só para os pais que colocam seus filhos para trabalhar, grito para nossos governantes que pouco fazem para garantir a essas crianças condições para que elas sejam verdadeiramente crianças.

João P. da Vida

terça-feira, 24 de junho de 2008

Obras de arte no cotidiano e a primeira postagem nesse blog

Já tem algum tempo que o Marco me chamou pra postar nesse blog e, depois de muito correr, resolvi aceitar e participar ativamente do Educultirsão (só eu não gosto do nome?) e, sendo assim, cá estou!
Vou escrever hoje sobre uma obra de arte que está no cotidiano dos paulistanos, ou para uma parte deles, que não deixa passar em branco essas obras que já fazem parte de seu dia-a-dia.Eu, particularmente, sempre olho pra ela quando passo por lá e tenho muitas recordações boas que ligo àquela imagem. Tal obra se encontra na Estação Sé do Metrô e fica na entrada da plataforma Leste, o nome da obra é “Fiesta” e foi pintada em tinta acrílica por Waldemar Zaidler em um painel de 3,2m X 10,0m. Fiesta é de 1986 e mostra duas mulheres, uma delas com uma lanterna (que é representada por um trompete) na mão, apontando para uma cadeira que não está lá, ou está. Não sei ao certo qual a intenção do autor quando fez a obra, mas ela realmente é muito bonita de se ver.
Waldemar Zaidler é um dos precursores do graffiti em São Paulo, começou a grafitar em 1979 e se formou na FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo), na USP. Fez graffits na rua até o ano de 1985, juntamente com Alex Vallauri e Carlos Matuck. Hoje tem uma empresa de Design Gráfico, a Planeta Terra Design.
Nesse momento você deve se perguntar: Mas que diabos eu tenho a ver com isso? Com essa obra talvez você não tenha nada em comum mesmo, mas por quantas obras de arte passamos todos os dias e nem sequer uma vez paramos diante delas? São Paulo é uma das capitais mundiais mais ricas em obras de arte na rua e em nenhum momento nos damos conta que elas estão por toda parte.
Mas por que eu escolhi essa obra? Como já disse, tenho boas lembranças de momentos que passei por ali, algumas fases distintas da minha vida. As primeiras vezes em que fui para o Centro da cidade sozinho, eu fui de metrô. Quando comecei o cursinho para entrar numa escola técnica (vou falar do CECA em um outro momento), nos dois anos em que estudei na Federal (onde fiz os melhores amigos que tenho), as idas e voltas das baladas, as mãos dadas com as meninas que passaram na minha vida... cotidiano. Eu cresci e continuo passando, com menos freqüência hoje, e sempre me lembro desses momentos... e você, se identifica com alguma obra de arte da cidade de São Paulo? Comente!!!


Luiz Belonio

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Consumir para viver ou viver para consumir?

Já havia pensado sobre isso, mas nunca de forma tão complexa como no vídeo.

É um pouco longo mas vale muito a pena ver até o final.



fOrTe abraço,

Marco Aurelio

quarta-feira, 18 de junho de 2008

E hoje?

Para muitos ouvir falar de Djavan, Milton Nascimento, Caetano, Toquinho, Tom Jobim e muitos outros soa como um saudosismo gostoso, e com certeza tem um ou mais cds deles em casa.
Mas e hoje? A referência musical dos jovens está mudando, ainda surgem ótimos artistas, Ana Carolina, Maria Rita e outros, mas o que os jovens escutam mesmo são bandinhas de músicas com melodia pobre, e letra mais fraca ainda. A música é para entreter sim, mas por que não se dá mais tanto valor às ditas músicas cabeça? Os tempos são outros, o que um dia foi visto como cult, hoje é visto como careta, o que um dia foi forma de expressão, hoje é forma de ganhar dinheiro. tenho vinte e seis anos, cresci ouvindo, paralamas do sucesso, Milton Nascimento, Djavan, Legião Urbana, Toquinho e tantos outros, sou um saudosista careta? Talvez sim, mas que não troco a Aquarela de Toquinho, pelo créu do MC créu, isso eu não troco.



fOrTe abraço,

Marco Aurelio

segunda-feira, 16 de junho de 2008

We are here: The pale blue dot

Nós estamos aqui: O pálido ponto azul
de Carl Sagan
Mais um bom vídeo reflexivo.




Forte abraço,

Marco Aurelio

terça-feira, 10 de junho de 2008

O óleo de Lorenzo

Estava para postar desde o mês passado, mas só deu para fazer agora.

Morre Lorenzo Odone, que inspirou o filme "O Óleo de Lorenzo"

Para quem não assistiu ao filme, deixo o trailer do filme. E recolmendo muitíssimo o filme.



Para os que já assistiram, deixem suas impressões,
forte abraço,

Marco Aurelio

segunda-feira, 9 de junho de 2008

vírgula

Muitos devem ter recebido por e-mail, mas vale dar mais uma olhadela.

Vejam que legal a campanha dos 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

A vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.


Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.


Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.


Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.


E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.


Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.


A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.


Uma vírgula muda tudo.

abraço forte!

quarta-feira, 28 de maio de 2008



O eterno movimento de agradar, mas com meias não dá!

Na semana passada, sai para comprar um presente para um familiar que estava fazendo aniversário. Devo confessar que sou péssimo para tal atividade e parece que cada ano que passa, venho piorando em minha forma de presentear. Não cheguei a ponto de dar meias de presentes, apesar de que não é má idéia, afinal todo mundo usa meias, mas ninguém gosta de ganha-las como presente ou pelo menos não comentam para não desagradar ao outro que está presenteando. Afinal ninguém quer ser reconhecido como a pessoa que não sabe dar presente ou com aquela pessoa difícil de presentear. Enfim, este movimento é um tema bastante complexo em nossa existência, já que o mesmo está relacionado a uma questão de sobrevivência psíquica e social, necessitamos desse recurso em nossas interações com o meio e mesmo que relutemos contra esse movimento, esse evento ocorre sem termos consciência desse fato. O medo de desagradar o outro está relacionado diretamente ao sentimento de desamparo (necessidade do outro), uma característica humana que surgi logo após o nascimento. É esse sentimento que faz com que a mãe crie um vinculo com o seu bebê e o bebê com sua mãe, na qual esse processo será primordial no seu desenvolvimento, físico, social e psíquico. Segundo Winnicott, A função materna frente à criança vai alem do acolhimento de suas necessidades orgânicas, já que essas funções estão interligadas com outras necessidades do bebê. A mãe será responsável pela apresentação do objeto (meio social) para criança, facilitando assim o seu processo de individuação e desenvolvimento frente ao meio. Mas é claro que esse movimento não é tão simples assim, as falhas fazem parte desse processo, por isso o conceito do autor de mãe suficientemente boa, essas falhas irão estruturar alguns aspectos da personalidade do individuo. Quando tento agradar o outro e renego as minhas próprias necessidades em uma determinada situação, estou apresentando uma característica de personalidade denominada Falso Self. Resumindo, o falso self é uma estrutura de personalidade designada a atuar em um determinado momento da vida do individuo, com intuito de atingir um objetivo, renegando o seu próprio eu. Mas por que fazemos isso? Porque não conseguimos elaborar o sentimento da perda e para evitar tão situação, utilizo desse recurso para não vivenciar tal sofrimento, mesmo que para isso eu renegue o meu próprio eu. As conseqüências são inúmeras, mas gostaria de utilizar um trecho de uma musica da Legião Urbana, onde Renato Russo quase sem querer explica tao evento:
“Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém”
- Legião Urbana,
Quase sem querer.


Excelente semana a todos e se alguém tiver algumas dicas de como presentear estarei aceitando sugestões.
Ricardo Marcon

terça-feira, 27 de maio de 2008

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NO APRENDIZADO DA CRIANÇA

Em um mundo moderno, percebemos que cada vez menos há espaço para as tradicionais brincadeiras infantis no cotidiano das nossas crianças.
A invasão de computadores, jogos eletrônicos, mp3 player, mini-games, dentre outros, ganhou a atenção dos pequenos, oferecendo-lhe um mundo virtual e cheio de fantasia, mas até que ponto isso pode ser sadio?
Sabemos que vivemos numa realidade tecnológica e que esses aparelhos são de extrema importância para o crescimento das crianças, porém alienar-se tão cedo a eles pode causar algumas falhas no seu processo de desenvolvimento.
Tenho trabalhado, tanto com educadores como em sala de aula, projetos culturais onde têm como principal objetivo resgatar essa parte da infância que vem sendo perdida na linha do tempo. O brincar auxilia no desenvolvimento da criança nos aspectos cognitivo, corporal e criativo, assim como enfocariam Vygotsky e Piaget, em suas teorias.
Utilizar o jogo e a brincadeira no cotidiano escolar, ou em casa, é uma ferramenta para que a criança se desenvolva de uma forma sadia. Os equipamentos eletrônicos são úteis sim, porém com uma dosagem menor e bem melhor direcionada.

Aliás, você já brincou hoje com seu filho ou seu aluno?
Abraços.
Prof. Alessandro de Souza.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Preciso dizer alguma coisa?

Acho que não preciso dizer nada.

grande abraço,

Marco Aurelio

quarta-feira, 7 de maio de 2008



O Valor do Amargo.

Em uma palestra sobre os cuidados no preparo do café, um barista comentava as diversas variedades de qualidade e sabores que um simples cafezinho possa apresentar. É claro que eu não sou um especialista no tema, mas sou um grande apreciador dessa bebida. Por isso acredito que o amargo presente no café, talvez seja o grande responsável pelo seu sabor extremamente marcante e inconfundível. No decorrer do desenvolvimento humano, as experiências consideradas mais “amargas” são as que realmente marcam um individuo não que com as experiências prazerosas isso não ocorra, mas não com tanta intensidade que as experiências de desprazer. Em momentos prazerosos, onde a felicidade predomina em uma experiência, nosso contato com a realidade é muito precário, não observamos a realidade com tanta eficiência quanto em uma experiência de desprazer. É só tentar observar o tempo em uma situação prazerosa, parece que as horas passam muito mais rápido do que em uma situação de desprazer. É como que a felicidade fosse uma espécie de sublimação da realidade, uma fuga da mesma, uma maneira de enganar a nossa percepção frente a um acontecimento. Em experiências cujo sofrimento é mais acentuado, o nosso contato com a realidade está mais intenso, fazendo com que nossa percepção transpareça uma situação de forma mais honesta, sem a distorção da realidade que a felicidade possa nos iludir de uma situação. Enfatizamos uma experiência de desprazer com maior intensidade do que uma experiência prazerosa, exemplo disso é o sentimento de perda, onde aprendemos a conviver com tal evento, mas nunca o superamos, sempre que ocorrer uma experiência que conduza a lembrança dessa perda, os sentimentos inerentes a esse processo retornam. Por isso utilizamos a felicidade para não entrar em contato com essas experiências “amargas”, como um mecanismo de defesa da realidade. Mas são esses eventos que nos fazem olhar a nossa vida de outra maneira, valorizado aspectos que não percebíamos anteriormente ou ignorávamos por algum motivo. O amargo determina um principio fundamental no desenvolvimento de um individuo. É através das experiências amargas que o processo de aprendizagem ocorre com maior eficiência, auxiliando o mesmo em suas interações futuras com o meio e consigo próprio. Assim como o café, o amargo de nossas experiências talvez seja o grande significado de nossa existência.

Ricardo Marcon

terça-feira, 29 de abril de 2008



POLÍTICA OU POLITICAGEM?

A partir do momento que o homem deixou de ser o “bom selvagem”, concebido por Rousseau, novas regras foram impostas aos grupos sociais, para que estes pudessem caminhar harmoniosamente.
A manutenção da ordem, vinculada a uma liderança, fez-se necessária e liderar um grupo, passou a ser uma atividade privilegiada e vantajosa, na medida em que, o poder hereditário poderia permanecer concentrado nas mãos das mesmas famílias durante anos a fio, garantindo assim a realização de interesses próprios e esquecendo-se, assim, das prioridades do próprio povo.
Com o avançar do tempo e com o amadurecimento dos complexos sociais, modificou-se por completo a visão dos homens sobre a política que, aos poucos, é reconhecida como Ciência.
Sócrates, o filósofo grego, antes de Cristo, já buscava a reestruturação moral de seus concidadãos contaminados pela demagogia do poder político do seu tempo.
Deslocando-se dos problemas cosmológicos, para os problemas humanos, defendeu a ética, o saber e a virtude, cortando assim, as amarras da ignorância e das falsas crenças impostas pelo poder da Antigüidade.
Séculos mais tarde, o polêmico filósofo político, Nicolau Maquiavel, promove uma reviravolta na perspectiva da filosofia política grega, em seu clássico “O Príncipe”. Enquanto os gregos tinham a preocupação de elaborar o melhor regime político possível, Maquiavel em sua tese, partiu, não das condições nas quais se vive, mas das condições nas quais se deve viver. Sendo assim, desmascarou as pretensões da religião e da teologia em matéria política e as substituiu pelo conhecimento verdadeiro das relações que a regem com a moral. Maquiavel procurou promover uma “nova ordem”, ou seja, uma “ordem política moral” livre e laica, porém subordinada à razão de Estado, governado por mãos hábeis, transformando assim, o homem mau em homem bom...
E assim, uma sucessão de pensadores ao longo da História teceram em suas obras discursos que, mais do que teorizar a Ciência em pauta, valorizaram a sua prática no dia-a-dia das sociedades, geralmente, corrompidas.
Ao contrário do que se vê hoje, o distanciamento entre teoria e prática, deixa-nos indignados e impotentes. Diante de nós, ergue-se um cenário que podemos chamar de Nova Babilônia.
Entre cartões corporativos, fraudes, desvios de verbas destinadas à pesquisa, inoperância dos sistemas de saúde e educação, ineficiência das políticas públicas sociais e a cultura da impunidade brasileira, construímos nossa História.
O paternalismo governamental é a maquiagem que disfarça as rugas de um sistema arcaico e vazio, além da falta de vontade política para a resolução de muitos problemas. Na verdade, é o “pão e circo para o povo”, que desvia nossa atenção e facilita a manipulação do poder sobre nós. O caso Isabella, que atualmente vem sendo veiculado, por todos os meios de comunicação, todos os lances dos campeonatos disputados no Brasil, são exemplos de estratégias para “passar um pano” nas artimanhas do governo.
Infelizmente, trazemos ainda dentro de nós os resquícios do ser e viver como colônia e, assim, andamos de cabeça baixa, sem saber quais são os nossos direitos e, pior, sem saber como questioná-los ou lutar por eles.
Ah! Sócrates! Ah! Maquiavel! Onde estão vocês?
Sandra Almeida

quarta-feira, 16 de abril de 2008

e que vá tudo para o espaço...

Essa é uma foto tirada pela Agência espacial européia que tem a sigla em inglês ESA, e esses pontos brancos são objetos lançados por nós: satélites ativos; satélites inativos; restos de estações espaciais; etc. A Terra já não é grande o bastante para nós poluirmos, temos que partir para o espaço e emporcalhar tudo.
Tem uma cena no matrix que o agente Smith fala com o Morpheus, e diz que os seres humanos são como vírus, os vírus se instalam em um corpo e o consome, muitas vezes acabando com ele, e resultando em sua própria morte.
Isso é um exagero? Acredito seriamente que não. Não fazemos nada, se não consumir, consumir e consumir as reservas do Planeta. Não é um discurso de um ecochato, mas de um cara preocupado com o futuro da espécie humana.
Uma professora já dizia: cuidemos de nosso quintal. Sim, se cada um fizer a sua parte, o resultado final será incrível. Pequenas atitudes podem mudar o cenário catastrófico que se aproxima. Utilizar menos sacolas plásticas, dar carona, não usar pratos e talheres descartáveis, separar o lixo (basta separar lixo seco de lixo orgânico), comprar menos produtos com embalagens não recicláveis (exemplo são aquelas bandejinhas de isopor), essas e muitas outras pequenas atitudes somadas assumem uma dimensão astronômica.
Professores, campanhas como: salvem as baleias, não poluam os mares, salvem os ursos polares, são todas bonitinhas, mas qual a acesso dos alunos para realmente colaborarem com isso? Pensem em campanhas que os alunos possam realmente colaborar com alguma coisa, em uma escola eu vi alunos criando sacolas de panos para os pais irem até a padaria, mercadinho. Comentem e deixem suas ideias.
Então por favor, antes de reclamar, pare e reflita: Estou cuidando do meu quintal?

Um forte abraço,

Marco Aurelio

Respeito, alguém lembra o que é isso?

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Qual o significado da leitura para você?

Pense rápido: o que passa em sua mente quando você lê a frase “Complete a ficha de leitura” ou “Leitura em voz alta”? Você se lembra de como era fazer essa tarefa em seu tempo de escola? O que você sentia quando a professora dizia: “Leia do lugar onde seu colega parou.”? Confesso que não ficava nem um pouco à vontade, tinha medo e ler tornou-se um sacrifício.
Com o tempo descobri a leitura e ler, agora, é como respirar! E para vocês, Pais, Mães e professores? A leitura imposta pela Escola é uma obrigação ou uma forma de desenvolvimento e crescimento?
No Colégio onde trabalho ler é importante. Mais do que “aumentar um índice nacional”, é ver o aluno usando essa habilidade em seu dia-a-dia. Creio que já estamos um passo à frente! As turmas com as quais trabalho freqüentam a biblioteca na hora do intervalo buscando livros para ler. Temos vários projetos de leitura desde a turminha do Maternal. Enfim, tentamos “encanta-los“ desde muito cedo. Sim encanta-los, pois é isso que fazemos durante uma leitura.
Sei que é importante tirar dez na “prova do livro”, mas o melhor é conhecer centenas de mundos diferentes. Porque ler é isso, ler é viajar no tempo, no espaço, ser herói, ser princesa, combater o mal e fazer o bem, ler é encantar e ser encantado.
Atenção, pais e educadores estão juntos nisso! Transforme a leitura em algo especial, em algo constante e descubra, junto com seu (a) filho (a), um novo mundo, que talvez você não tenha encontrado no seu tempo de escola, mas que pode e deve descobrir agora!

Dicas de leitura:

“Como as histórias se espalharam pelo mundo”, de Rogério Andrade Barbosa, Editora DCL

“ Pandolfo Bereba”, de Eva Furnari, ED. Moderna

Mônica Finardi

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Reclamar?

Bom dia, mais uma sexta-feira mais um dia para fazer a diferença!
Não gosto muito de livros, mensagens, vídeos de auto ajuda, mas alguns deles valem a pena para refletir, e refletir, é goooood (como dizia Jim Carrey em O todo poderoso). Não crescemos sem reflexão, sem ela ficamos estagnados, perdemos o sentido. Ou seja, estou fazendo isso por quê? Faço isso assim por qual motivo? Por que nunca atinjo meus objetivos? Por que não consigo emagrecer? E por ai vai. Refletir, é justamente formular essas questões e tentar encontrar respostas. No entanto as pessoas preferem apenas reclamar. Ou jogam os motivos de seus problemas para outras pessoas. Reclamar é fácil, refletir nem tanto. Por esse motivo trago um vídeo que muitos já devem ter assistido, no entanto espero que vejam com outros olhos agora.



um forte abraço!
Não ensine, eduque!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Somos livres! E agora?

Há exatamente 23 anos, o nosso país conseguiu romper as correntes do período mais obscuro de opressão da nossa liberdade. A Ditadura Militar que ocorreu de 1964 a 1985, caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o sistema. Em 1988, a constituição foi aprovado e finalmente o Brasil pode viver em uma sociedade democrática e tecnicamente “livre da censura”. O sentimento de liberdade pôde ser compartilhado por toda uma nação, vitima das mais cruéis violações dos direitos humanos. Bom, 23 anos se passaram, e agora? Somos livres, mas não sabemos viver em liberdade. A imprensa é assumiu o papel de principal formadora de opiniões do nosso país, mas restringiu-se a promover o sensacionalismo em troca de alguns bons trocados. Mobilizar a atenção da massa é uma atividade relativamente simples, basta expor a miséria alheia e bons pontos de audiência ou venda de revista e jornais viram. O caso da garota Isabella é um bom exemplo disso, não se fala em outra coisa há quase duas semanas, fotos da garota são expostas, hipóteses são levantadas, acusados, entre outros itens estão fazendo o entretenimento da população, como nos tempos da Roma antiga com o Coliseu, onde muitas pessoas foram mortas para a diversão do povo. O sofrimento da família e principalmente o da mãe também fazem parte do jogo da noticia perfeita. Esquecemos do período obscuro de nossa história e estamos fazendo como em um ato de compulsão à repetição as mesmas coisas que a Ditadura Militar realizou em 21 anos, estamos desrespeitando os Direitos Humanos com intermédio da imprensa e o seu declarado abuso de poder sobre a opinião nacional. É por essas e outras que eu acho que os Romanos estavam certos, o povo precisa de pão e circo e não de liberdade. Não culpo os jornalistas por isso, mas a grande parte de nossa população que contribuem pela manutenção dessa postura de nossa imprensa extremamente sensacionalista e sem escrúpulos.

Ricardo Marcom

quarta-feira, 9 de abril de 2008

SOLIDARIEDADE

“Esse problema não é meu!”

É muito comum ouvirmos a célebre frase acima, quando tratamos de questões sociais.
Lamentável, eu diria, sabermos que no século XXI o homem ainda não se deu conta de sua responsabilidade sócio-política sobre as necessidades do mundo e dos seus semelhantes.
Para muitos, a culpa é do governo que não honra os compromissos assumidos perante os seus eleitores; para outros, a culpa é da própria sociedade que permite a presença de moradores nas ruas, ou seja, aquelas pessoas horrorosas, que cheiram mal, enfeiam a cidade, roubam e ainda por cima, usam drogas.
Por outro lado, há aqueles que buscam compreender a realidade e a dinâmica das esferas empobrecidas, com o intuito de, pelo menos, minorar a dor e o sofrimento desses grupos excluídos pelas injustiças sociais.
São os cidadãos voluntários: pessoas que dedicam, no mínimo, uma hora de sua semana a um trabalho solidário.
A falta de políticas públicas resulta na degradação, na perda da dignidade e na violação dos direitos do homem.
Esperar pela oportunidade ou pela burocracia que rege nosso sistema, é o mesmo que fingir a inexistência de tais problemas.
Se, de fato, somos engajados e comprometidos conosco mesmo, efetivamente, somos comprometidos com a sociedade.
Não dá para dizer que “esse problema não é meu”. Não dá para transferir para o outro a responsabilidade que é nossa.
A prática da solidariedade é o mínimo que se espera nesse momento de transição, nesse momento de transformação do mundo e do homem para um mundo de regeneração, justiça e paz!

Sandra Ap. R. de Almeida